Pré-campanha em Alagoas esquenta com acusação de uso eleitoral de festas juninas em Maceió

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), acionou judicialmente o prefeito de Maceió, JHC (PL), por suposto uso eleitoral das festas juninas bancadas pela prefeitura da capital alagoana. A ação, revelada pelo jornal O Globo, ocorre em meio à escalada da pré-campanha para as eleições de 2026, considerada a mais cara da história do estado e que já mobiliza articulações nos bastidores.

De acordo com a representação, eventos como o “Maceió Junina” teriam sido utilizados para promover a imagem do prefeito e de aliados, configurando abuso de poder político e econômico. A prefeitura de Maceió, por sua vez, nega as acusações e afirma que as festividades seguem a tradição cultural e são abertas ao público, sem caráter partidário.

Panorama político e impacto na sucessão estadual

A disputa entre Renan Filho e JHC reflete a polarização que domina a política alagoana. Enquanto o ministro busca consolidar sua base para uma possível candidatura ao governo, o prefeito de Maceió surge como um dos principais nomes da oposição, apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A tensão nos bastidores já levou a quase alianças e rompimentos, como a crise na base aliada e a pressão por posicionamentos claros de deputados estaduais.

O episódio também ocorre em um contexto de intensa movimentação partidária. O MDB de Alagoas lançou a pré-candidatura do médico Dr. Wanderley ao Senado, com apoio de Renan Calheiros e Renan Filho, enquanto pré-candidatos ao governo são convocados para debates sobre temas sensíveis, como a tragédia da Braskem em Maceió. A briga judicial pelas festas juninas, portanto, não é um fato isolado, mas parte de uma estratégia mais ampla de desgaste do adversário e de afirmação de narrativas eleitorais.

Especialistas apontam que o uso de eventos públicos para fins eleitorais é uma prática recorrente, mas que, neste caso, ganha relevância por envolver figuras centrais na sucessão de 2026. A decisão da Justiça Eleitoral sobre o caso pode influenciar não apenas a imagem dos envolvidos, mas também o equilíbrio de forças na corrida pelo governo de Alagoas.

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