O ex-gestor Kil denunciou, na última segunda-feira (26), uma suposta perseguição política após a visita da deputada Marina Candia à Organização Mirim. Segundo ele, os salários de servidores cedidos à entidade foram suspensos de forma repentina, configurando um ato de retaliação contra a presença da parlamentar na instituição. A situação teria sido revertida apenas após a intervenção de vereadores locais, que pressionaram pela regularização dos pagamentos.
De acordo com Kil, a suspensão dos salários ocorreu logo após a visita de Marina Candia, o que levantou suspeitas de motivação política. “Foi uma clara tentativa de intimidar e prejudicar o trabalho da Organização Mirim, que depende desses servidores para manter suas atividades”, afirmou o ex-gestor. Ele destacou que a medida afetou diretamente o funcionamento da entidade, que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Intervenção de vereadores e reversão do quadro
A reversão da suspensão só foi possível após a atuação de vereadores da região, que intermediaram o diálogo com a administração municipal. Kil ressaltou que, sem essa intervenção, os servidores continuariam sem receber, o que comprometeria ainda mais os serviços prestados pela Organização Mirim. “Os vereadores foram fundamentais para garantir que os direitos desses trabalhadores fossem respeitados”, completou.
O caso ocorre em um contexto de tensão política local, onde a presença de figuras como Marina Candia tem gerado reações adversas por parte de setores alinhados a outras correntes partidárias. A denúncia de Kil reforça a percepção de que disputas políticas podem estar interferindo na gestão de entidades sociais, prejudicando diretamente a população atendida.
Procurada, a assessoria de Marina Candia não se manifestou oficialmente sobre o episódio. Já a administração municipal, responsável pela suspensão dos salários, não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta reportagem. A Organização Mirim, por sua vez, preferiu não comentar o caso, alegando que o foco está na continuidade de suas atividades.
O episódio levanta questões sobre os limites da atuação política em instituições de assistência social e a necessidade de garantir a autonomia dessas entidades. Enquanto isso, Kil promete levar a denúncia a órgãos de controle, como o Ministério Público, para investigar possíveis irregularidades. A situação segue em aberto, com desdobramentos que podem impactar o cenário político local.
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