Petróleo recua mais de 2% em meio a novos ataques de Israel ao Líbano após anúncio de trégua por Trump

O preço do petróleo registrou queda superior a 2% nesta terça-feira (2), em meio a novos ataques de Israel ao Líbano, horas após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma trégua na região. O barril do tipo Brent, referência mundial, chegou a cair 2,23%, cotado a US$ 92,86, por volta das 6h15 (horário de Brasília). Após essa baixa, o valor se recuperou parcialmente e, às 10h, estava em US$ 94,17, com desvalorização de 0,85%.

O movimento de queda ocorre um dia após o petróleo disparar mais de 7%, impulsionado por temores de escalada no conflito entre Israel e o Líbano. A volatilidade reflete a incerteza dos investidores diante de sinais contraditórios: de um lado, o anúncio de trégua feito por Trump; de outro, a continuidade dos ataques israelenses, que reacendem preocupações com a estabilidade no Oriente Médio.

Panorama geopolítico e impacto no mercado

A situação no Oriente Médio segue como principal vetor de pressão sobre as cotações do petróleo. Os novos bombardeios de Israel ao Líbano, mesmo após a declaração de trégua, geram dúvidas sobre a efetividade do cessar-fogo e aumentam o risco de interrupção no fornecimento de petróleo da região. Analistas do setor apontam que o mercado reage a cada movimento militar, com oscilações bruscas nos preços.

O barril Brent, que havia atingido picos recentes, agora enfrenta correções, mas especialistas alertam que a tendência de alta pode se manter caso o conflito se intensifique. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados, liderados pela Arábia Saudita e pela Rússia, monitoram a situação de perto, sem sinalizar mudanças imediatas na produção.

O cenário também é influenciado por fatores globais, como a política energética dos Estados Unidos e as sanções ao Irã, que afetam a oferta mundial. A combinação de tensões geopolíticas e incertezas econômicas mantém o mercado de petróleo em estado de alerta, com investidores buscando proteção contra riscos de desabastecimento.

Fonte: Folha de S.Paulo, com informações do mercado financeiro.

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