Renan Filho condiciona gestão da folha de servidores a bancos sem escândalos e cobra exclusão do BRB em Maceió

O senador Renan Filho (MDB) anunciou nesta segunda-feira (1º) que, se eleito governador, não permitirá que bancos envolvidos em escândalos administrem os recursos dos servidores estaduais. Ao lançar o que chamou de seu primeiro compromisso de campanha, o emedebista condicionou a gestão da folha de pagamento a instituições financeiras que não tenham histórico de irregularidades, mirando diretamente o BRB (Banco de Brasília), que enfrenta denúncias de contratos milionários na Prefeitura de Maceió. A declaração foi feita durante evento em Maceió, onde o senador também cobrou a exclusão do banco da administração dos vencimentos dos funcionários públicos.

A medida de Renan Filho ganha contornos políticos em meio ao cenário eleitoral alagoano, onde a disputa pelo governo do estado se intensifica. O senador, que já governou Alagoas entre 2015 e 2022, busca retornar ao cargo com uma plataforma focada em transparência e combate à corrupção. A referência ao BRB não é casual: o banco foi citado no chamado Escândalo Master, que envolve o prefeito de Maceió, JHC (PL), flagrado em aeronave de empresário com contratos milionários na prefeitura. A situação coloca o BRB sob suspeita e alimenta o discurso de Renan Filho contra a gestão de recursos públicos por instituições questionáveis.

Panorama político e reações

A declaração de Renan Filho ocorre em um momento de articulação da direita alagoana, que une forças entre PP e PL para fechar aliança entre Alfredo Gaspar e Arthur Lira para o Senado. Enquanto isso, o senador do MDB percorre o Litoral Norte e o Alto Sertão em agenda por nove municípios, ampliando a presença regional do governo. A pauta de transparência financeira se soma a anúncios de novos investimentos, como a rodovia, estrada rural e mercado público em Maragogi, durante a Caravana no Litoral Norte. A cobrança pela exclusão do BRB em Maceió reforça a estratégia de Renan Filho de se posicionar como defensor da moralidade administrativa, contrastando com os escândalos que atingem a gestão municipal.

A medida também ecoa entre servidores estaduais, que veem na proposta uma garantia de que seus salários não serão geridos por bancos com histórico de irregularidades. A oposição, no entanto, critica a seletividade da proposta, apontando que o senador não detalhou critérios objetivos para definir o que configura um escândalo. Apesar disso, a iniciativa de Renan Filho ganha repercussão nacional, especialmente em um contexto de crescente debate sobre a transparência na administração de recursos públicos e a responsabilização de instituições financeiras envolvidas em esquemas de corrupção.

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