Furtos e vandalismo no CAPS Dr. Rostan Silvestre comprometem atendimento a pacientes e acendem alerta na saúde mental de Maceió

O CAPS Dr. Rostan Silvestre, unidade de referência em saúde mental na capital alagoana, tornou-se alvo recorrente de furtos e atos de vandalismo, situação que compromete diretamente o atendimento a pacientes e acende um alerta sobre a segurança e a gestão dos serviços públicos de saúde em Maceió. A denúncia, veiculada pelo portal Repórter Maceió, expõe um quadro de descaso que exige respostas imediatas da Prefeitura de Maceió.

De acordo com a reportagem, os crimes têm causado prejuízos materiais e operacionais, afetando desde a infraestrutura da unidade até a logística de atendimento. Equipamentos, medicamentos e materiais de uso cotidiano foram levados ou danificados, forçando a equipe a improvisar e, em alguns casos, a reduzir o número de consultas e atividades terapêuticas. A situação é particularmente grave para os pacientes em tratamento psiquiátrico, que dependem de um ambiente estável e acolhedor para sua recuperação.

Impacto no atendimento e na rotina dos pacientes

O CAPS Dr. Rostan Silvestre atende centenas de pessoas com transtornos mentais, oferecendo serviços como consultas médicas, psicoterapia, oficinas terapêuticas e acompanhamento multidisciplinar. Com os furtos e o vandalismo, a unidade perdeu itens essenciais, como computadores, cadeiras e até mesmo aparelhos de ar-condicionado, comprometendo o conforto e a qualidade do atendimento. A falta de segurança também gera medo entre profissionais e pacientes, que se sentem vulneráveis dentro de um espaço que deveria ser de cuidado e proteção.

Além dos danos materiais, a repetição dos crimes revela uma fragilidade na vigilância e na manutenção predial. A unidade, que já enfrenta desafios orçamentários e de pessoal, agora precisa lidar com custos extras para reparos e reposição de bens, desviando recursos que poderiam ser investidos em melhorias assistenciais.

Panorama político e cobranças à Prefeitura

O caso do CAPS Dr. Rostan Silvestre insere-se em um contexto mais amplo de precarização dos serviços de saúde mental em Maceió. Nos últimos meses, outras unidades da rede também relataram problemas semelhantes, como falta de medicamentos, greves de profissionais e infraestrutura inadequada. A situação acirra o debate sobre a responsabilidade do poder público municipal, que, sob a gestão do prefeito João Henrique Caldas (PL), tem sido alvo de críticas de conselhos de saúde, sindicatos e movimentos sociais.

Organizações da sociedade civil e o Conselho Municipal de Saúde já cobraram da Prefeitura de Maceió medidas concretas para garantir a segurança das unidades e a continuidade do atendimento. Até o momento, no entanto, não houve uma resposta oficial consistente sobre as ações que serão adotadas para coibir os furtos e reparar os danos no CAPS Dr. Rostan Silvestre. A ausência de uma posição clara alimenta a desconfiança sobre a prioridade dada à saúde mental na agenda municipal.

Enquanto isso, pacientes e familiares convivem com a incerteza e o medo. A recomendação de especialistas é que a prefeitura implemente, com urgência, um plano de segurança patrimonial, incluindo câmeras, alarmes e rondas periódicas, além de um programa de manutenção preventiva. A sociedade maceioense espera que o caso não seja mais um episódio de descaso, mas sim um ponto de virada para a valorização dos serviços de saúde mental na cidade.

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