O prefeito de Maceió, JHC, intensificou o discurso de oposição ao governador Paulo Dantas ao criticar duramente a gestão da segurança pública em Alagoas. Em declarações recentes, JHC apontou que o estado registra crescimento nos índices de roubos e homicídios, contrastando com promessas de campanha do atual governo. A fala ocorre em meio a um cenário de tensão política, onde o Executivo estadual tenta equilibrar ações de segurança com investimentos federais, como o repasse de R$ 1,2 bilhão do PAC Saúde para Alagoas, maior montante em décadas.
Dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas indicam que, nos primeiros meses de 2025, houve aumento de 12% nos roubos a transeuntes e de 8% nos homicídios dolosos, em comparação com o mesmo período de 2024. JHC, que já foi aliado de Dantas, agora lidera uma frente oposicionista que questiona a eficácia das políticas de segurança, especialmente após episódios como o confronto armado em Rio Largo, onde um suspeito de tráfico foi preso após troca de tiros com a PM em área de grota.
Panorama político e reações
A crise na segurança pública se soma a outros desafios do governo Dantas, como a crise na Maternidade Santa Mônica, que contrasta com o repasse de R$ 7 milhões para a saúde em Batalha, cidade natal do governador. Enquanto isso, JHC aproveita o desgaste para reforçar sua articulação no interior, como nas visitas a Maribondo e Anadia, onde busca ampliar sua base eleitoral. A oposição também critica a lentidão na implementação de programas de prevenção à violência, como o Plano Estadual de Segurança, lançado em 2023, mas com resultados ainda tímidos.
Em resposta, o governo estadual defende que as ações integradas com as polícias Civil e Militar já reduziram os índices de criminalidade em 15% nas áreas de maior incidência, mas reconhece que desafios persistem, especialmente no interior. A situação é acompanhada de perto por órgãos de controle, como o Ministério Público, que investiga possíveis irregularidades na aplicação de recursos da segurança. Enquanto isso, a população alagoana aguarda medidas concretas que possam reverter o quadro de violência, que afeta diretamente a qualidade de vida e o desenvolvimento econômico do estado.
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