Caiado nega chapa conjunta com Zema e reafirma pré-candidaturas separadas à Presidência

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, negou nesta quarta-feira (3) que haja um acordo para unificar sua candidatura com a do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), na disputa presidencial de 2026. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Iron Talks, em São Paulo, após ser questionado se aceitaria ser vice do Zema. O ex-governador mineiro é pré-candidato à presidência pelo Novo. A fala ocorre uma semana após Caiado e Zema sinalizarem publicamente a possibilidade de uma aliança eleitoral entre os dois nomes da centro-direita.

“O Zema vai continuar com a campanha dele, e eu vou continuar com a minha. A conversa minha com o Zema foi no sentido de não continuarmos com esses desentendimentos dentre nós candidatos e que a centro-direita não pode chegar fragmentada no 2º turno”, afirmou Caiado. O ex-governador goiano destacou que as conversas entre os dois tiveram como objetivo construir um ambiente de cooperação entre os pré-candidatos do campo da centro-direita, sem que isso signifique a formação de uma chapa conjunta.

Encontro em Belo Horizonte e união de forças

Na terça-feira (2), Caiado, Zema e o também pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participaram juntos da exposição Megaleite, em Belo Horizonte. No evento, os três defenderam a união das forças de direita contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e chegaram a posar para fotos e discursar no mesmo palco. “Esse foi o motivo de várias conversas. Ontem, tivemos o primeiro encontro em Belo Horizonte, onde estavam Flávio, Zema e eu. Nós tivemos a oportunidade de conversar os três juntos reforçando a tese da unidade do segundo turno”, disse Caiado.

Alianças em discussão e contrastes

A fala de Caiado contrasta com declarações dadas na semana passada, quando ele afirmou estar avaliando uma possível aliança com Zema para a disputa presidencial. Na ocasião, o governador goiano disse que os dois poderiam “unir forças” para ganhar competitividade eleitoral, embora sem definir quem encabeçaria uma eventual chapa. De acordo com o blog da Andréia Sadi, integrantes do PSD chegaram a defender que Zema ocupasse a vice-presidência em uma chapa liderada por Caiado. Aliados do ex-governador mineiro, por sua vez, também admitiam a possibilidade de composição, mas ressaltavam que ainda não havia acordo sobre quem seria o cabeça de chapa.

O cenário político da centro-direita para 2026 segue marcado por negociações e tentativas de evitar a fragmentação, especialmente diante da força do presidente Lula e do PT. Enquanto Caiado e Zema mantêm pré-candidaturas independentes, a presença de Flávio Bolsonaro como terceiro nome do campo conservador adiciona complexidade às articulações. A unidade no segundo turno, defendida pelos três, pode ser crucial para definir o futuro da oposição nas urnas.

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