O atacante Neymar não embarcou com a delegação da seleção brasileira para Cleveland, nos Estados Unidos, onde a equipe disputará um amistoso internacional. O jogador, que atualmente defende o Al-Hilal, da Arábia Saudita, permanece no Brasil dando continuidade ao tratamento de uma lesão muscular, conforme informou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta quinta-feira (10). A ausência do camisa 10 reacende o debate sobre a gestão física de atletas de alto rendimento e o calendário apertado do futebol mundial.
A decisão de manter Neymar fora da viagem foi tomada em conjunto pela comissão técnica da seleção, liderada pelo técnico Fernando Diniz, e pelo departamento médico do Al-Hilal. O atleta segue um protocolo de recuperação intensiva, com sessões diárias de fisioterapia e fortalecimento muscular, em um centro de treinamento particular em Maceió, capital de Alagoas. A lesão, sofrida durante uma partida do Campeonato Saudita no mês passado, já havia tirado o jogador dos últimos compromissos do clube e agora impacta diretamente os planos da seleção para a Data Fifa.
Impacto na seleção e no calendário
A ausência de Neymar no amistoso contra Gana, marcado para o dia 15 de outubro no Estádio FirstEnergy, em Cleveland, obriga Fernando Diniz a reformular o setor ofensivo. Sem o principal articulador, a equipe deve apostar em nomes como Vinicius Júnior, Rodrygo e Raphinha para assumir a criação de jogadas. O duelo contra os africanos serve como preparação para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, e a falta de entrosamento com o elenco titular preocupa a comissão técnica. Além disso, a lesão de Neymar levanta questionamentos sobre a carga de jogos na temporada europeia e saudita, que frequentemente expõe atletas a riscos físicos elevados.
O panorama político do futebol brasileiro também entra em cena. A gestão da CBF, sob a presidência de Ednaldo Rodrigues, enfrenta pressão de clubes e federações para reduzir o número de amistosos internacionais e priorizar a saúde dos jogadores. Enquanto isso, o Al-Hilal, que investiu pesado na contratação de Neymar por cerca de 90 milhões de euros, monitora de perto a recuperação do atleta, temendo uma ausência prolongada que comprometa o desempenho do time na Liga dos Campeões da Ásia. A situação expõe o conflito de interesses entre seleções nacionais e clubes, que disputam a disponibilidade dos atletas em momentos críticos da temporada.
Até o momento, a CBF não divulgou um prazo oficial para o retorno de Neymar aos gramados. O jogador, que já enfrentou lesões recorrentes nos últimos anos, incluindo problemas no tornozelo direito e na coxa esquerda, segue sob cuidados de uma equipe multidisciplinar. A expectativa é que ele seja reavaliado na próxima semana, quando poderá ser definida uma data para reintegração aos treinos com bola. Enquanto isso, a seleção brasileira viaja para os Estados Unidos com 23 jogadores, todos disponíveis para o amistoso, mas ciente de que a ausência de seu principal nome reduz o poder de fogo ofensivo e a experiência em partidas decisivas.
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