Um homem foi preso em flagrante na tarde desta quarta-feira (26) sob suspeita de importunação sexual contra uma criança de 10 anos em um estabelecimento comercial localizado no bairro da Jatiúca, em Maceió. A prisão foi realizada por policiais militares do 1º Batalhão, após denúncia de funcionários do local, que flagraram o suspeito tocando as partes íntimas da vítima. A criança estava acompanhada da mãe no momento do crime, que gerou comoção e reacendeu o debate sobre a segurança de crianças em espaços públicos e privados na capital alagoana.
De acordo com informações da Polícia Militar, os agentes foram acionados por volta das 15h30 para atender a ocorrência. No local, os funcionários relataram ter visto o homem, que não teve o nome divulgado, se aproximar da menina e cometer o ato libidinoso. A mãe da vítima, que estava nas proximidades, foi imediatamente informada e acionou a segurança do estabelecimento, que conteve o suspeito até a chegada da polícia. O homem foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil investiga o caso e deve ouvir testemunhas e analisar imagens de câmeras de segurança para aprofundar as apurações.
O caso ocorre em meio a um cenário de crescentes denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes em Alagoas. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AL) indicam que, em 2024, foram registrados 1.247 casos de estupro de vulnerável no estado, um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Especialistas apontam que a subnotificação ainda é um desafio, e que a maioria dos crimes ocorre em ambientes domésticos ou de confiança, mas episódios em locais públicos, como o registrado na Jatiúca, evidenciam a necessidade de vigilância constante e de políticas públicas de prevenção.
O estabelecimento comercial, que não teve o nome revelado, emitiu nota lamentando o ocorrido e afirmou que colabora integralmente com as investigações. A direção reforçou que os funcionários agiram de acordo com os protocolos de segurança e que medidas adicionais serão adotadas para garantir a proteção dos clientes, especialmente crianças. A mãe da vítima, em depoimento, pediu justiça e cobrou mais rigor na punição de crimes sexuais contra menores.
O episódio na Jatiúca também reacende o debate sobre a aplicação da Lei 13.718/2018, que tipifica a importunação sexual como crime, com pena de 1 a 5 anos de reclusão. No caso de vítimas menores de 14 anos, a pena pode ser aumentada em até um terço. A advogada criminalista Ana Paula de Oliveira, especialista em direitos da criança, destacou que a prisão em flagrante é um passo importante, mas que a sociedade precisa avançar na prevenção. “Não basta punir; é preciso educar e criar ambientes seguros para que crianças possam circular sem medo”, afirmou.
A Polícia Civil informou que o suspeito passará por audiência de custódia nas próximas horas, e que o inquérito será concluído em até 30 dias. Enquanto isso, a comunidade da Jatiúca se mobiliza para cobrar mais segurança nos arredores do estabelecimento, com moradores pedindo maior patrulhamento e campanhas de conscientização sobre o combate à violência sexual infantil.
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