As caminhadas do prefeito de Maceió, JHC, têm sido alvo de críticas por supostamente contarem com a presença maciça de servidores públicos municipais, em vez de manifestações espontâneas da população. A informação foi divulgada pela Folha de Alagoas, que aponta para um possível uso da máquina pública para inflar o apoio ao gestor em eventos de campanha.
De acordo com a reportagem, as caminhadas do prefeito, que ocorrem em diversos bairros da capital alagoana, apresentam um número desproporcional de funcionários da prefeitura, muitos deles identificados por uniformes ou crachás. A prática levanta suspeitas de que o governo municipal estaria mobilizando servidores para simular uma base popular mais ampla do que a real, o que configuraria desvio de finalidade e uso eleitoral da máquina pública.
Impacto político e legal
A situação ocorre em um contexto eleitoral aquecido, onde JHC busca a reeleição. A presença de servidores em eventos políticos pode violar a legislação eleitoral, que proíbe o uso de bens, serviços e servidores públicos para beneficiar candidaturas. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que, se comprovada, a prática pode gerar multas e até a cassação do registro de candidatura.
Além disso, a denúncia reforça um debate mais amplo sobre a transparência e a lisura dos atos de campanha em Alagoas. Em um cenário onde a confiança nas instituições é baixa, episódios como esse alimentam a descrença popular e colocam em xeque a legitimidade do processo eleitoral.
A assessoria do prefeito JHC ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações. A Folha de Alagoas tentou contato, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. O caso deve ser acompanhado de perto pelo Ministério Público Eleitoral e pela Justiça Eleitoral, que podem abrir investigação para apurar os fatos.
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