A Prefeitura de Maceió, sob a gestão do prefeito Rodrigo Cunha (Podemos) e do vice-prefeito JHC, apresentou aos servidores municipais uma proposta de reajuste salarial de 6%, dividida em três parcelas de 2% cada. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Agentes de Saúde de Alagoas (SINDAS/AL) nesta segunda-feira (8), após reunião realizada na Mesa Permanente de Negociação. A proposta, que ainda será avaliada pelas categorias, ocorre em um contexto de pressão por reposição salarial diante da inflação acumulada e de restrições fiscais impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
De acordo com o SINDAS/AL, a reunião na Mesa Permanente foi o espaço para a administração municipal detalhar a oferta. O reajuste de 6% seria aplicado em três momentos distintos, com parcelas de 2% cada, sem especificação de calendário ou data-base. A proposta abrange servidores ativos, inativos e pensionistas, mas ainda depende de negociação com outras entidades sindicais e da aprovação em assembleias. O sindicato destacou que a medida visa equilibrar as contas públicas, mas que o percentual total está abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses, que, segundo dados do IPCA, superou os 7% no período.
Panorama político e fiscal
A gestão Rodrigo Cunha/JHC enfrenta um cenário de desafios fiscais, com a necessidade de cumprir os limites de gastos com pessoal estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A proposta de parcelamento do reajuste reflete a tentativa de evitar um estouro no orçamento, mas também gera insatisfação entre servidores que reivindicam reposição integral das perdas. O debate ocorre em meio a um ano eleitoral, com as eleições municipais de 2026 no horizonte, o que pode influenciar as negociações e a pressão política sobre o Executivo. Além disso, a medida contrasta com o reajuste de 10% concedido a algumas categorias do funcionalismo federal no mesmo período, ampliando a percepção de desigualdade entre os níveis de governo.
O SINDAS/AL informou que continuará as negociações e que convocará assembleias para que os servidores se posicionem sobre a proposta. A entidade também cobra a definição de um cronograma de pagamento e a inclusão de cláusulas que garantam a manutenção de benefícios, como auxílios e gratificações. Enquanto isso, outras categorias, como professores e agentes administrativos, aguardam posicionamento da prefeitura, que ainda não se manifestou oficialmente sobre a proposta além da reunião na Mesa Permanente. A expectativa é de que novos encontros ocorram nas próximas semanas para ajustar os termos e evitar paralisações.
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