Estado do Rio busca reaver R$ 1,4 bilhão aplicado pelo Rioprevidência no Banco Master

O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, afirmou nesta segunda-feira (8) que o estado espera recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão que foi aportado pelo Rioprevidência (Fundo Único de Previdência do Estado do Rio de Janeiro) em investimentos ligados ao Banco Master. A declaração foi feita em meio a uma operação da Polícia Federal que investiga possíveis irregularidades na aplicação dos recursos do fundo previdenciário.

O montante em questão representa uma parcela significativa dos recursos destinados à previdência dos servidores públicos estaduais. O Rioprevidência, criado para gerir as contribuições e garantir o pagamento de aposentadorias e pensões, havia direcionado parte de sua carteira para ativos vinculados ao Banco Master, instituição financeira que tem sido alvo de escrutínio por parte das autoridades.

Panorama político e econômico

A situação expõe a fragilidade dos fundos de previdência estaduais diante de investimentos de alto risco. O caso do Rio de Janeiro não é isolado: outros estados também enfrentam desafios para equilibrar as contas da previdência, especialmente após a crise fiscal que afetou diversas unidades da federação. A recuperação dos valores, se bem-sucedida, poderia aliviar a pressão sobre o orçamento estadual, mas o processo judicial e administrativo tende a ser longo e complexo.

O governo do Rio, sob gestão do governador em exercício, busca agora alternativas legais para reaver os recursos. A expectativa é de que a investigação da Polícia Federal, que já incluiu buscas e apreensões, ajude a esclarecer os termos dos contratos e a eventual responsabilidade de agentes públicos e privados envolvidos. O caso também reacende o debate sobre a necessidade de maior transparência e controle na gestão dos fundos previdenciários estaduais.

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