Fornecedor de eventos da Prefeitura de Maceió financia ato político de JHC no Sertão

Uma empresa contratada pela Prefeitura de Maceió para fornecer serviços de eventos está sendo acusada de financiar um ato político do prefeito JHC no Sertão alagoano, conforme revelou a Tribuna do Agreste. A denúncia, baseada em documentos e relatos de participantes, aponta que a mesma firma que recebeu recursos públicos para organizar festividades municipais teria bancado a estrutura e a logística de uma caravana política do gestor na região, levantando suspeitas de desvio de finalidade e possível uso de dinheiro público em campanha eleitoral.

De acordo com a reportagem, a empresa em questão, cujo nome não foi divulgado pela fonte original, teria sido contratada pela prefeitura para realizar eventos oficiais, como shows e comemorações cívicas. No entanto, registros fiscais e testemunhas indicam que a mesma fornecedora também arcou com custos de transporte, alimentação e montagem de palco para um evento político organizado por aliados de JHC em uma cidade do Sertão. O ato, que contou com a presença do prefeito e de candidatos apoiados por ele, ocorreu em um período próximo às eleições municipais, o que intensifica as suspeitas de irregularidades.

A situação ganha contornos mais graves no contexto político de Alagoas, onde as relações entre gestões municipais e empresas contratadas frequentemente são alvo de questionamentos. Especialistas em direito eleitoral ouvidos pela reportagem destacam que, se comprovado o uso de recursos ou estrutura de fornecedores municipais para beneficiar candidatos, pode configurar abuso de poder econômico e político, além de violar a legislação eleitoral. O caso também reacende o debate sobre a transparência nos contratos públicos e a necessidade de fiscalização mais rigorosa sobre o destino dos recursos destinados a eventos.

A Prefeitura de Maceió e a assessoria de JHC foram procuradas pela Tribuna do Agreste para comentar as acusações, mas até o fechamento da matéria não se manifestaram oficialmente. A empresa envolvida também não respondeu aos contatos. Enquanto isso, a oposição local já anunciou que pretende levar o caso ao Ministério Público Eleitoral e ao Tribunal de Contas do Estado, solicitando investigações aprofundadas sobre a origem dos recursos e a legalidade dos atos praticados.

O episódio ocorre em um momento de intensa disputa política em Alagoas, com as eleições municipais se aproximando e diversos gestores sendo alvo de denúncias semelhantes. A falta de esclarecimentos por parte dos envolvidos alimenta a desconfiança da população e reforça a necessidade de uma apuração célere e independente para garantir a lisura do processo eleitoral e o correto uso do dinheiro público.

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