Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) revela que 60% dos brasileiros concordam que organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) devem ser consideradas organizações terroristas pelo governo brasileiro. O levantamento, que ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, mostra que 29% dos entrevistados discordam da classificação, enquanto 11% não souberam ou preferiram não responder. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07661/2026.
A pesquisa também perguntou se as facções deveriam ser classificadas como terroristas pelo governo dos Estados Unidos: 45% concordam com a medida, enquanto 45% discordam. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 10%. As facções passaram a ser classificadas como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos em junho, em decisão divulgada pelo governo de Donald Trump no fim de maio.
Influência de Flávio Bolsonaro na decisão dos EUA
Os entrevistados responderam se acreditam que Flávio Bolsonaro influenciou Trump na decisão de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. 47% avaliam que o parlamentar teve influência na decisão, enquanto 37% dizem que ele não teve participação. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 16%. O anúncio foi feito um dia após Flávio Bolsonaro se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Relação de Lula e Flávio com Trump
O questionário incluiu um bloco de perguntas sobre a percepção dos eleitores em relação ao relacionamento do Brasil com os Estados Unidos e aos vínculos dos pré-candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) com o presidente americano Donald Trump. 50% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento sobre o encontro entre Trump e Flávio Bolsonaro, realizado no fim de maio. Outros 50% disseram não saber da reunião.
Especialistas em segurança avaliam que a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas representa risco à soberania nacional. Já defensores da medida afirmam que ela pode abrir espaço para ampliar a cooperação internacional. O debate ocorre em meio à polarização política no Brasil, com a aproximação de figuras como Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo ao governo Trump, conforme registrado em imagem divulgada nas redes sociais.
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