O coordenador da parte econômica do programa de governo de Romeu Zema (Novo), Carlos da Costa, está realizando um tour por entidades empresariais para apresentar as propostas do pré-candidato à Presidência, defendendo a divisão da Petrobras e um choque fiscal como pilares de uma eventual gestão. As apresentações ocorrem em um momento de intenso debate sobre o papel do Estado na economia e a necessidade de ajustes nas contas públicas, com impacto direto sobre setores estratégicos como energia e política fiscal.
Em encontros com representantes de federações de indústrias, associações comerciais e outras entidades do setor produtivo, Carlos da Costa detalhou a visão do pré-candidato Romeu Zema para a economia brasileira. A proposta central inclui a fragmentação da Petrobras, com a criação de empresas separadas para exploração, refino e distribuição, medida que, segundo o economista, aumentaria a eficiência e a competitividade do setor de petróleo e gás. O choque fiscal, por sua vez, prevê cortes profundos em gastos públicos e uma reforma administrativa que reduza o tamanho do Estado, com metas de equilíbrio orçamentário já nos primeiros anos de mandato.
O tour de Carlos da Costa por entidades empresariais ocorre em um contexto de polarização política e econômica, com diferentes pré-candidatos apresentando propostas contrastantes para o futuro do país. Enquanto Zema defende uma agenda liberal e de desestatização, outros postulantes, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), têm sinalizado maior intervenção estatal em setores estratégicos. A divisão da Petrobras, em particular, é um tema sensível, que já foi alvo de debates no Congresso e no governo federal, com defensores apontando ganhos de eficiência e críticos alertando para riscos de desnacionalização e perda de controle sobre recursos naturais.
As propostas apresentadas por Carlos da Costa também incluem a simplificação do sistema tributário, com a unificação de impostos e a redução da carga sobre empresas e consumidores, além de medidas para aumentar a produtividade e a competitividade da economia brasileira. O economista destacou que o choque fiscal é necessário para conter o crescimento da dívida pública e liberar recursos para investimentos em infraestrutura e educação. A agenda de encontros com entidades empresariais visa construir apoio político e técnico para as propostas, em um cenário de eleições presidenciais marcadas para outubro de 2026.
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