A seleção argentina estreou com autoridade na Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a Argélia por 3 a 0, em partida realizada nesta quinta-feira, 26 de junho, no estádio Lusail, no Catar. O camisa 10 Lionel Messi foi o grande nome da noite ao marcar os três gols da vitória, alcançando marcas históricas: igualou o alemão Miroslav Klose na artilharia geral dos Mundiais, com 16 gols, e completou 200 jogos pela seleção argentina, tornando-se o jogador com mais partidas na história do país. O resultado coloca a Argentina na liderança do Grupo C, ao lado do México, que venceu a Arábia Saudita por 2 a 1 na mesma rodada.
A partida começou com domínio argentino, mas a Argélia, que disputa sua quarta Copa do Mundo, mostrou organização defensiva nos primeiros 20 minutos. Aos 23 minutos, porém, Messi abriu o placar após jogada individual pela direita, finalizando cruzado no canto esquerdo do goleiro argelino Raïs M’Bolhi. O segundo gol veio aos 38 minutos, em cobrança de falta precisa, que contou com desvio na barreira. No segundo tempo, a Argentina manteve o controle e, aos 67 minutos, Messi completou o hat-trick ao receber passe de Ángel Di María e finalizar de primeira. O técnico Lionel Scaloni ainda promoveu as entradas de Julián Álvarez e Enzo Fernández, mas o placar não se alterou.
Recordes e contexto histórico
Os três gols de Messi o colocam em uma posição única na história das Copas. Com 16 gols, ele iguala Miroslav Klose como maior artilheiro da história do torneio, mas o alemão precisou de 24 partidas para atingir a marca, enquanto o argentino chegou ao número em 22 jogos. Além disso, a partida de número 200 pela seleção argentina consolida Messi como o jogador com mais partidas na história do país, superando Javier Mascherano (147) e Javier Zanetti (145). A marca também o coloca como o segundo jogador com mais partidas por uma seleção nacional na história, atrás apenas do português Cristiano Ronaldo, que tem 212 jogos.
A vitória argentina reacende o debate sobre o domínio sul-americano no futebol mundial. A Argentina, atual campeã mundial, busca o bicampeonato, algo que não ocorre desde o Brasil em 1962. A Argélia, por sua vez, vive um momento de renovação após a saída de jogadores como Riyad Mahrez e Islam Slimani, e a derrota expõe as dificuldades do futebol africano em competir com as potências tradicionais. A partida também teve impacto político: o presidente argentino Javier Milei parabenizou a seleção nas redes sociais, enquanto o governo argelino, liderado por Abdelmadjid Tebboune, evitou comentários oficiais, mas a imprensa local criticou a atuação defensiva da equipe.
Impacto no cenário político e econômico
A Copa do Mundo de 2026 ocorre em meio a tensões geopolíticas e econômicas globais. A Argentina enfrenta uma crise inflacionária que ultrapassa 200% ao ano, e a vitória na estreia é vista pelo governo como uma oportunidade de desviar a atenção dos problemas internos. O ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que o sucesso esportivo pode impulsionar o turismo e as exportações, mas analistas apontam que o impacto é limitado. Já a Argélia, um dos maiores exportadores de gás natural do mundo, vive um momento de estabilidade econômica, mas a derrota esportiva pode gerar críticas internas ao governo de Tebboune, que investiu pesado na infraestrutura esportiva nos últimos anos.
No plano internacional, a partida também reflete a disputa por influência no mundo árabe. O Catar, anfitrião do torneio, busca consolidar sua imagem como potência esportiva e diplomática, e a presença de torcedores argentinos e argelinos no estádio Lusail demonstra a força do futebol como ferramenta de soft power. A Argentina, que tem forte presença de imigrantes árabes em sua população, especialmente de origem síria e libanesa, mantém relações comerciais com a Argélia, mas a partida não teve repercussões diplomáticas imediatas.
A próxima rodada do Grupo C será disputada no dia 30 de junho, com a Argentina enfrentando a Arábia Saudita e a Argélia encarando o México. A Argentina busca a classificação antecipada, enquanto a Argélia precisa de uma vitória para manter chances de avançar às oitavas de final. O técnico Scaloni afirmou em entrevista coletiva que a equipe manterá o foco, mas que o recorde de Messi é motivo de orgulho nacional. Já o técnico argelino Djamel Belmadi reconheceu a superioridade argentina, mas prometeu ajustes para o próximo jogo.
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