O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trocaram cumprimentos durante um evento social promovido pelo presidente da França, Emmanuel Macron, na noite desta quinta-feira (26), à margem da cúpula do G7 em Biarritz, na França. O encontro ocorreu após um concerto realizado no Palácio de Belém, em Paris, mas os dois líderes não tiveram uma reunião bilateral oficial, conforme confirmaram fontes diplomáticas. O gesto, embora cordial, ocorre em um contexto de tensões entre os dois países, especialmente em relação a tarifas comerciais e políticas ambientais.
O evento social, que reuniu líderes das sete maiores economias do mundo e convidados, foi marcado por um clima de informalidade, mas também por uma agenda política intensa. Lula e Trump foram vistos conversando brevemente, em um momento que foi registrado por fotógrafos oficiais. No entanto, a ausência de uma reunião bilateral formal reflete as divergências entre os dois governos, que têm se acentuado nos últimos meses. O Brasil, sob a gestão de Lula, tem criticado as políticas protecionistas dos EUA, especialmente no setor agrícola, enquanto Trump tem pressionado por maior abertura comercial brasileira.
Panorama político e econômico
A cúpula do G7 deste ano, que ocorre entre os dias 24 e 26 de junho, tem como temas centrais a crise climática, a regulação da inteligência artificial e a segurança alimentar. O encontro entre Lula e Trump, ainda que breve, ocorre em um momento em que o Brasil busca fortalecer alianças com países europeus e asiáticos, enquanto os EUA tentam reafirmar sua liderança global. A ausência de uma reunião bilateral oficial foi interpretada por analistas como um sinal de que as relações entre Brasil e EUA estão em um ponto de baixa, com poucos avanços em áreas como comércio e cooperação ambiental.
Além de Lula e Trump, estiveram presentes no evento social líderes como o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o chanceler alemão, Olaf Scholz. O presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião do encontro, fez questão de promover um ambiente de diálogo, mas as tensões entre os participantes foram evidentes. A cúpula também é marcada por protestos de movimentos sociais e ambientais, que criticam a falta de ações concretas dos países ricos para combater as mudanças climáticas.
O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, informou que Lula aproveitou o evento para defender a reforma da governança global, incluindo a ampliação do Conselho de Segurança da ONU e a criação de mecanismos mais eficazes de combate à fome. Já a Casa Branca não emitiu comunicado oficial sobre o encontro, mas assessores de Trump afirmaram que o presidente americano reiterou a importância de relações comerciais justas. O gesto de cumprimento, embora simbólico, não deve alterar o cenário de impasse entre os dois países, que seguem sem previsão de uma reunião bilateral formal nos próximos meses.
Fonte: ver noticia original

