O ex-governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, evitou confirmar nesta quinta-feira (18) se o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, será o vice em sua chapa para a disputa presidencial de 2026. Em entrevista ao NeoFeed, Caiado afirmou que Kassab é “um importante político no cenário nacional”, mas disse que a definição sobre a composição da chapa será discutida até a convenção nacional do PSD, marcada para 26 de julho. A declaração ocorre em meio às articulações do partido para a montagem da chapa presidencial, com Caiado tentando se apresentar como uma alternativa da direita capaz de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno.
“Ele é uma grande… ele é um importante político no cenário nacional, né? Essa decisão, como nós já marcamos a nossa convenção nacional, ela será dia 26 de julho”, disse Caiado, sem confirmar o nome de Kassab para o posto de vice. O nome de Kassab passou a ser discutido dentro do PSD como uma possibilidade para compor a chapa, mas ainda não foi oficialmente confirmado. Na entrevista, Caiado enfatizou que o processo de escolha será “conversado” e “debatido” dentro do partido, levando em conta as necessidades políticas e regionais da campanha.
O pré-candidato também afirmou acreditar que o PSD será uma das primeiras legendas a realizar a convenção nacional para oficializar a candidatura. A fala ocorre em um momento de intensa movimentação no cenário político nacional, com o PSD buscando consolidar uma chapa competitiva para 2026. Enquanto isso, outras legendas de direita, como o PL e o PP, também articulam suas candidaturas, com nomes como Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) sendo cotados. A indefinição sobre o vice de Caiado reflete a complexidade das alianças partidárias e a busca por equilíbrio regional e político.
A escolha do vice é vista como estratégica para fortalecer a chapa em estados-chave, como São Paulo, onde Kassab tem forte influência política. No entanto, a demora na definição pode gerar incertezas entre os apoiadores e adversários. O PSD, que já foi aliado do governo Lula em algumas pautas, agora se posiciona como oposição, tentando atrair eleitores insatisfeitos com a gestão petista. A convenção de 26 de julho será um marco para o partido, que precisa definir não apenas o vice, mas também as diretrizes da campanha e as alianças com outras siglas.
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