A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) uma operação que atingiu o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, sob suspeita de envolvimento em um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master. As investigações apontam que o parlamentar teria recebido vantagens econômicas indevidas, incluindo um apartamento de luxo em Salvador e o montante de R$ 3,5 milhões, em troca de atuação política no Congresso. A ação da PF gerou reações imediatas e divergentes entre parlamentares da oposição e da base governista, expondo tensões no cenário político nacional.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou solidariedade ao petista e defendeu a presunção de inocência. “A operação desta quinta, um colega nosso que respeitamos, que teve legitimidade do voto popular. Precisamos entender que ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados, isso é normal no estado democrático de direito. Mas todos têm que ter a presunção de inocência. Seja ele senador ou deputado federal do PT, ou seja ele senador ou deputado federal do PL”, afirmou Alcolumbre. Ele completou: “Um homem público, quando sofre uma operação, ele já está condenado para a opinião pública. Esse mantra de que todo mundo é culpado antes que se prove o contrário está errado no Brasil. Minha solidariedade integral a um colega senador da República”.
Do lado da oposição, Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, elogiou a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master na Corte. “A investigação avançou contra o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, o senador do PT da Bahia, o berço do Master. A Polícia Federal deflagrou a operação, e o nome do líder de Lula apareceu no centro do escândalo: apartamento de luxo em Salvador, voos nos jatos de Vorcaro e milhões parando na conta da família”, declarou Viana.
Outro oposicionista, Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi relator da CPMI do INSS, afirmou que a “verdade” sobre as irregularidades do caso Master “está aparecendo”. “O tempo vai passando, e a verdade vai aparecendo. Hoje, a Polícia Federal, por determinação do ministro do STF André Mendonça, deflagrou uma operação que teve como alvo o senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado. Lembra do senador? Ele, que está sendo citado nas investigações por receber propina, é o mesmo que tentou acabar com o nosso trabalho na CPMI do INSS”, disse Gaspar.
Panorama político e impacto da investigação
A operação contra Jaques Wagner ocorre em um momento de forte polarização política no país, com o governo Lula enfrentando pressões tanto da oposição quanto de setores da base aliada. O caso Master, que envolve supostas fraudes bilionárias, já vinha sendo monitorado pelo STF e pela Polícia Federal, e a inclusão do nome do líder do governo no Senado amplia o alcance do escândalo. A investigação pode ter repercussões diretas na articulação política do governo no Congresso, especialmente em pautas sensíveis como a reforma tributária e o ajuste fiscal. Até a última atualização desta reportagem, a assessoria do senador Jaques Wagner não havia se manifestado sobre os fatos.
Fonte: ver noticia original

