O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, saiu nesta quinta-feira (18) em defesa do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), após o senador ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A investigação apura um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, que aponta que Wagner teria recebido vantagens indevidas, como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões, em troca de atuação política no Congresso.
Edinho Silva afirmou confiar em Jaques Wagner e disse que o correligionário “esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”. “O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade. Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados”, declarou o presidente do PT. A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.
Panorama político e reações
A operação ocorre em um contexto de tensão política, com o governo Lula buscando manter a coesão da base aliada no Congresso. O Planalto espera que Wagner entregue a liderança no Senado, enquanto o PT tenta blindar o senador. Em paralelo, o partido também destacou a relação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, Flávio Bolsonaro, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontando que o escândalo Master tem origem no governo Bolsonaro. “Quem é íntimo de Daniel Vorcaro, visitou mesmo após a prisão e tem ele como um ‘irmão’ é Flávio Bolsonaro. Quem recebeu milhões de reais deste esquema foi a família Bolsonaro”, afirmou Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT, em nota.
A Polícia Federal, que conduz a 9ª fase da Operação Compliance Zero, investiga um esquema que envolve fraudes e corrupção bilionárias no Banco Master. As apurações indicam que Jaques Wagner teria recebido vantagens econômicas indevidas, incluindo um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões, em troca de atuação política no Congresso. O caso levanta questionamentos sobre a relação entre o sistema financeiro e o poder legislativo, em meio a um cenário de disputas políticas acirradas.
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