A candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de Roraima, Nelita Frank, tem adotado uma estratégia de comunicação que evita a associação direta com o presidente Lula em suas propagandas no rádio, na televisão e nas redes sociais. A informação foi divulgada pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, em 19 de junho de 2026, e revela um movimento calculado para não vincular a imagem da petista à do chefe do Executivo federal, cuja popularidade enfrenta desafios regionais.
De acordo com a reportagem, Nelita Frank não utiliza imagens, menções ou referências diretas a Lula em seus materiais de campanha, mesmo sendo a representante do partido do presidente no estado. A decisão contrasta com a prática comum de candidatos petistas em outras regiões, que frequentemente destacam o apoio do líder nacional. Em Roraima, no entanto, a estratégia parece refletir uma avaliação do cenário político local, onde a figura de Lula pode não ser um trunfo eleitoral.
Contexto político e regional
A ausência de Lula na propaganda de Nelita Frank insere-se em um panorama mais amplo de disputas estaduais em 2026. Em estados do Norte, como Roraima, a popularidade do presidente é historicamente mais baixa, influenciada por questões como a crise migratória venezuelana, a segurança na fronteira e a insatisfação com políticas federais. A candidata petista, ao evitar a associação direta, busca construir uma imagem própria, focada em demandas locais, como infraestrutura, saúde e desenvolvimento econômico, sem o peso de uma rejeição presidencial que poderia comprometer sua viabilidade eleitoral.
Especialistas apontam que a tática de Nelita Frank não é isolada. Em outras regiões, candidatos de partidos da base aliada também têm dosado o uso da imagem de Lula, especialmente onde a avaliação do governo federal é negativa. Em Roraima, a situação é agravada pelo fato de o estado ser governado por um opositor, o que torna a campanha petista ainda mais desafiadora. A decisão de omitir o presidente da propaganda, portanto, é vista como uma tentativa de ampliar o diálogo com eleitores moderados e indecisos, sem alienar a base fiel do partido.
A reportagem original, publicada pela Folha de S.Paulo, destaca que a estratégia de Nelita Frank inclui a ausência de Lula tanto nos programas de rádio e TV quanto nas postagens em redes sociais, como Instagram e Facebook. Até mesmo em materiais impressos, a candidata evita o uso de slogans ou símbolos que remetam diretamente ao presidente. A medida, embora incomum para um partido que tradicionalmente exalta suas lideranças nacionais, demonstra a adaptação das campanhas às realidades regionais, em um ano eleitoral marcado por polarização e incertezas.
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