O presidente Lula (PT) desembarca nesta sexta-feira (19) em Minas Gerais ainda disposto a convencer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) a disputar o governo do Estado, segundo relatos de aliados próximos ao mandatário. Apesar das investidas de emissários presidenciais, a petista tem resistido à proposta, mantendo a intenção de concorrer ao Senado Federal.
A visita de Lula a Minas Gerais ocorre em um momento de intensa articulação política para as eleições de 2026, quando o PT busca fortalecer sua presença nos estados estratégicos. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, é visto como peça-chave para a estratégia nacional do partido, que tenta ampliar sua base de apoio no Legislativo e nos governos estaduais.
Marília Campos, que foi prefeita de Contagem por dois mandatos, é considerada uma das principais lideranças do PT mineiro. Sua eventual candidatura ao governo poderia unificar a esquerda no estado, mas a preferência pela disputa ao Senado reflete uma avaliação interna de que a corrida para o Palácio da Liberdade seria mais desafiadora diante do cenário político local.
Aliados de Lula afirmam que o presidente ainda acredita na possibilidade de convencê-la, destacando a importância de uma candidatura forte para enfrentar o atual governador, Romeu Zema (Novo), que busca a reeleição. Zema tem se consolidado como um dos principais nomes da direita no estado, com alta aprovação em pesquisas recentes.
Enquanto isso, o PT mineiro tenta equilibrar as ambições de suas lideranças com as demandas da coalizão nacional. A resistência de Marília Campos ao cargo de governadora também é vista como uma tentativa de evitar desgastes com outros partidos aliados, como o PSB e o PCdoB, que já indicaram interesse em lançar candidaturas próprias ou apoiar nomes alternativos.
A viagem de Lula a Minas Gerais inclui ainda encontros com prefeitos, vereadores e movimentos sociais, além de uma agenda de compromissos voltada para a discussão de políticas públicas e investimentos federais no estado. A expectativa é que o presidente utilize sua influência para costurar acordos que fortaleçam o partido e seus aliados nas eleições de 2026.
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