Feminicídio em Arapiraca: suspeito tentou suicídio após matar ex-companheira, aponta investigação

Um crime de feminicídio chocou a cidade de Arapiraca, em Alagoas, na última semana. De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito, ex-companheiro da vítima, tentou tirar a própria vida após matá-la a facadas dentro da residência onde ela morava. A investigação aponta que o homem não aceitava o fim do relacionamento e fugiu logo após o ataque, sendo localizado posteriormente em estado grave.

A vítima, cujo nome ainda não foi divulgado oficialmente, foi encontrada morta dentro de casa por familiares, que acionaram as autoridades. O crime ocorreu em meio a um histórico de ameaças e violência doméstica, conforme relatos de vizinhos e parentes. O suspeito, que estava foragido, foi capturado após tentativa de suicídio e encaminhado a uma unidade de saúde, onde permanece sob custódia policial.

Panorama da violência doméstica em Alagoas

O caso de Arapiraca se soma a uma série de feminicídios registrados no estado de Alagoas, que ocupa uma das taxas mais altas do país nesse tipo de crime, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2025, o estado já contabilizava mais de 30 mortes de mulheres por razões de gênero, a maioria cometida por parceiros ou ex-parceiros. A situação acendeu alerta em órgãos de defesa dos direitos das mulheres, que cobram medidas mais efetivas de prevenção e punição.

Em todo o Brasil, o feminicídio continua sendo uma epidemia silenciosa. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que, a cada seis horas, uma mulher é morta por ser mulher. O caso de Arapiraca reforça a necessidade de fortalecimento da rede de proteção, como a aplicação de medidas protetivas e o monitoramento de agressores reincidentes.

A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento e que o suspeito, após recuperação, será indiciado por feminicídio e tentativa de suicídio. A defesa do acusado ainda não se manifestou. O crime gerou comoção na cidade e motivou protestos de grupos feministas, que pedem justiça e políticas públicas mais rigorosas.

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