O pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo (MDB), que agora vem sendo cotado como opção para dar palanque ao presidente Lula (PT) no estado, já protocolou um pedido de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). A revelação, publicada pela coluna Painel da Folha de S.Paulo em 20 de junho de 2026, expõe as complexas articulações políticas em torno da sucessão estadual.
O pedido de impeachment, apresentado por Azevedo durante o governo Dilma, contrasta com a atual aproximação entre o emedebista e o PT, que busca um palanque forte em Minas Gerais para as eleições presidenciais de 2026. A aliança, ainda em negociação, tem gerado debates internos nos partidos, especialmente entre setores do PT que questionam o apoio a um político que atuou contra um governo petista.
Panorama político geral
A movimentação ocorre em um cenário de intensa fragmentação partidária e realinhamento de forças em Minas Gerais, estado crucial para as ambições nacionais de Lula. O MDB, tradicional partido de centro, busca manter relevância após anos de crise, enquanto o PT tenta ampliar sua base em um estado onde enfrenta forte oposição. Azevedo, por sua vez, precisa equilibrar seu histórico político com as demandas de uma aliança que pode ser decisiva para sua candidatura ao governo mineiro.
Especialistas apontam que o episódio do impeachment de Dilma Rousseff, ocorrido em 2016, ainda reverbera na política brasileira, e alianças que ignoram esse passado podem enfrentar desgaste eleitoral. A situação expõe as contradições inerentes ao pragmatismo político, onde antigos adversários se unem em nome de interesses eleitorais imediatos.
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