A mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado (20), aponta o presidente Lula (PT) com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de 10 pontos percentuais é analisada de forma distinta pelos dois campos: enquanto aliados de Flávio avaliam que a vantagem é superável com o início da campanha eleitoral, a equipe de Lula minimiza o resultado e aposta na consolidação da liderança. O levantamento também registra que, em um eventual segundo turno, Lula venceria Flávio por 51% a 38%, com 11% de brancos, nulos ou indecisos.
Os aliados do senador Flávio Bolsonaro acreditam que a diferença atual pode ser revertida com o início da campanha oficial, que deve intensificar a exposição do candidato e a apresentação de propostas. Além disso, eles esperam que os efeitos da operação da Polícia Federal (PF) contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deflagrada na quinta-feira (18), melhorem o desempenho bolsonarista nos próximos levantamentos. A operação apura supostos repasses e a concessão de um apartamento de R$ 2,5 milhões a Wagner, o que, na visão dos aliados de Flávio, pode desgastar a imagem do governo e beneficiar a oposição.
Panorama político e reações
O cenário eleitoral de 2026 começa a se desenhar com clara polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas ainda há espaço para movimentações. A pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 17 e 19 de junho, ouviu 2.500 eleitores em 130 municípios brasileiros, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento mostra que Lula mantém vantagem consolidada, mas a diferença de 10 pontos no primeiro turno não é considerada intransponível pelos adversários.
A campanha de Lula, por sua vez, minimiza o resultado e afirma que a pesquisa reflete o momento atual, sem considerar o impacto da propaganda eleitoral e das alianças partidárias. Estratégias de comunicação do PT devem focar na entrega de programas sociais e na recuperação econômica, enquanto tentam isolar o efeito da operação contra Jaques Wagner. A defesa de Wagner nega irregularidades e classifica a operação como “politicamente motivada”.
O cenário geral aponta para uma disputa acirrada, mas com Lula em posição de vantagem. A operação da PF contra Jaques Wagner, no entanto, pode ser um fator de desgaste para o governo, especialmente se novas revelações surgirem. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro busca consolidar o apoio da base bolsonarista e atrair eleitores indecisos, apostando na insatisfação com a gestão petista e na exposição de supostos casos de corrupção.
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