O número de mortes no trânsito relacionadas ao consumo de álcool caiu 19,5% no Brasil entre 2010 e 2024. A análise foi divulgada nesta sexta-feira (19), Dia Nacional da Lei Seca, pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa). Em Alagoas, a tendência acompanha a nacional, mas a fiscalização ainda é desafio.
Em 2010, primeiro ano da Lei Seca, o país registrava 12.054 óbitos por embriaguez ao volante. Em 2024, o número caiu para 9.700. A redução é atribuída à combinação de leis mais rígidas, campanhas educativas e blitze frequentes. Em Maceió, operações da PM-AL já flagraram cinco motoristas embriagados em uma única ação na Grande Maceió.
Apesar do avanço, casos recentes como a tragédia em Diadema, onde um motorista bêbado atropelou e matou dois irmãos alagoanos, mostram que o problema persiste. O Ministério Público de São Paulo já denunciou o condutor por homicídio doloso.
Para o presidente do Cisa, a queda é significativa, mas não suficiente. “Precisamos de mais investimento em fiscalização e educação no trânsito”, defende. Em Alagoas, a operação da PM-AL já intensificou o combate, mas a impunidade ainda preocupa.
O próximo passo esperado é a ampliação das blitze e a aprovação de projetos que endureçam as penas para motoristas alcoolizados. Enquanto isso, a sociedade cobra ações mais efetivas para que a curva de mortes continue caindo.
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