Silêncio de Renan Calheiros sobre ‘farra do uísque’ expõe racha na base aliada e fragiliza combate à corrupção

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), mantém-se em silêncio sobre a participação de seu aliado político, o deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL), e do empresário Daniel Vorcaro em um encontro investigado pela Polícia Federal nos Estados Unidos, episódio apelidado de “farra do uísque”. A omissão ocorre em meio a um cenário de crescente pressão por transparência no Congresso Nacional, onde a base aliada do governo enfrenta rachas internos e denúncias de tráfico de influência.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, o encontro nos EUA teria envolvido reuniões com lobistas e agentes públicos, com indícios de uso de recursos de origem não declarada para custear despesas de luxo, incluindo uísques importados. Isnaldo Bulhões, que é próximo a Renan Calheiros e integra a base do governo na Câmara, ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. Já Daniel Vorcaro, empresário do setor de infraestrutura, também não comentou as acusações.

Panorama político e impacto institucional

O silêncio de Renan Calheiros ocorre em um momento delicado para o Legislativo, que já enfrenta críticas por supostos esquemas de corrupção e falta de fiscalização. A CAE, presidida por Calheiros, é uma das comissões mais estratégicas do Senado, responsável por analisar projetos de lei que impactam diretamente a economia e o combate à sonegação fiscal. Especialistas apontam que a ausência de posicionamento de Calheiros fragiliza a imagem do Congresso e reforça a percepção de impunidade entre parlamentares.

O caso também expõe divisões na base aliada do governo, que tenta aprovar pautas econômicas sensíveis, como a reforma tributária e o ajuste fiscal. Enquanto isso, a oposição já cobra a abertura de uma CPI para investigar a “farra do uísque” e outros episódios de suposto tráfico de influência envolvendo políticos e empresários. A Polícia Federal, por sua vez, segue com as investigações nos EUA, onde busca rastrear o fluxo de recursos e identificar possíveis beneficiários.

Até o fechamento desta edição, a assessoria de Renan Calheiros não respondeu aos pedidos de esclarecimento. O portal Republica do Povo tentou contato com o gabinete do senador, mas não obteve retorno. A reportagem também buscou Isnaldo Bulhões e Daniel Vorcaro, que permanecem inacessíveis para comentar o caso.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *