O coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), delegado Paulo Henrique Benelli, acendeu o alerta sobre um fenômeno preocupante: crianças de apenas nove anos já estão sendo recrutadas para grupos digitais que promovem extremismo e incitação à violência. O levantamento, divulgado nesta semana, escancara a fragilidade da segurança pública brasileira diante de um novo desafio cibernético.
Segundo Benelli, a presença de menores nesses ambientes não é um caso isolado. Os grupos, que operam em plataformas de mensagens e redes sociais, usam linguagem e dinâmicas que atraem jovens, muitas vezes sem que os pais percebam o perigo. O delegado ironiza a falsa sensação de segurança digital: ‘Enquanto muitos acham que o maior risco é um vírus no computador, temos crianças sendo cooptadas para o ódio’.
A situação levanta questionamentos sobre a eficácia das políticas de monitoramento e educação digital no país. O Ciberlab, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, já iniciou operações para rastrear esses grupos, mas o coordenador admite que o trabalho é complexo e exige cooperação entre famílias, escolas e plataformas.
O próximo passo esperado é a intensificação de campanhas de conscientização e a pressão por regulamentações mais rígidas contra o aliciamento de menores no ambiente virtual. Enquanto isso, o alerta serve como um lembrete amargo de que a violência digital não tem idade para começar.
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