Uma tragédia marcou o fim de semana no litoral de Alagoas, quando uma mulher morreu após passar mal e cair de um jet ski na Praia do Gunga, um dos destinos turísticos mais procurados do estado. A vítima, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, foi socorrida por equipes de resgate, chegou a ser entubada e transportada de helicóptero para Maceió, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital. O incidente, ocorrido na manhã do último sábado, 26 de junho, reacendeu o debate sobre a segurança em atividades náuticas na região, que atrai milhares de turistas todos os anos.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Alagoas, a mulher estava pilotando um jet ski quando passou mal e caiu na água. Testemunhas relataram que ela perdeu os sentidos rapidamente, sendo resgatada por banhistas e salva-vidas que estavam próximos ao local. As equipes de resgate realizaram os primeiros socorros na areia, incluindo manobras de reanimação, e a vítima foi entubada ainda na praia. Em seguida, um helicóptero do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para transportá-la até a capital, Maceió, onde deu entrada em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE). Apesar dos esforços médicos, a mulher não resistiu e faleceu horas depois.
Panorama político e de segurança pública
O acidente ocorre em um contexto de crescente preocupação com a segurança em áreas turísticas de Alagoas, especialmente durante a alta temporada. A Praia do Gunga, localizada no município de Roteiro, a cerca de 40 quilômetros de Maceió, é um ponto turístico conhecido por suas águas calmas e paisagens paradisíacas, mas também por registrar incidentes envolvendo embarcações e jet skis. Nos últimos anos, o governo estadual, sob a gestão do governador Paulo Dantas (MDB), implementou medidas como a intensificação da fiscalização náutica e campanhas educativas, mas a falta de estrutura em áreas remotas ainda é apontada por especialistas como um fator de risco. A Secretaria de Estado do Turismo (Setur) informou que está em contato com a prefeitura de Roteiro para reforçar a sinalização e a presença de salva-vidas na região, enquanto o Ministério Público Estadual (MPE) avalia a necessidade de uma investigação sobre as condições de segurança no local.
A morte da mulher também levanta questões sobre a regulamentação do aluguel de jet skis e a exigência de habilitação para pilotos. Dados da Marinha do Brasil indicam que, em 2025, Alagoas registrou 12 acidentes com embarcações de recreio, dos quais três resultaram em mortes. A Associação Brasileira de Operadores de Turismo Náutico (Abotur) defende a criação de um cadastro nacional de condutores e a obrigatoriedade de cursos de segurança para locação de equipamentos. Enquanto isso, a Polícia Civil de Alagoas abriu inquérito para apurar as circunstâncias do acidente, e o Instituto Médico Legal (IML) realiza exames para determinar a causa exata da morte, que pode estar relacionada a um mal súbito, como um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).
A comunidade local e os turistas que frequentam a Praia do Gunga estão abalados com o ocorrido. Moradores relatam que, apesar da beleza natural, a falta de infraestrutura de emergência em pontos mais isolados da praia é uma preocupação constante. O prefeito de Roteiro, José Carlos de Oliveira (MDB), anunciou que vai solicitar ao governo estadual a instalação de um posto avançado do Samu na região, além de reforçar a sinalização de segurança nas áreas de maior movimento. Enquanto as investigações prosseguem, a tragédia serve como um alerta para a necessidade de maior cuidado em atividades náuticas, especialmente em um estado que depende fortemente do turismo para sua economia.
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