Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (22) pelo site do jornal Folha de S.Paulo revela uma mudança significativa na percepção dos brasileiros sobre a economia: a parcela de pessimistas caiu de 35% para 26% entre março e junho de 2026. O levantamento, que ouviu 2.004 pessoas em todo o país, indica que 36% dos entrevistados acreditam que a economia do Brasil vai melhorar nos próximos meses, ante 30% na pesquisa anterior. Já o percentual dos que preveem piora recuou 9 pontos percentuais, de 35% para 26%. Os dados foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
O estudo, realizado nos dias 17 e 18 de junho, mostra que 32% dos entrevistados avaliam que a economia permanecerá como está, praticamente estável em relação aos 33% registrados em março. Apenas 6% declararam não saber responder, contra 3% na pesquisa anterior. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e reflete um cenário de recuperação gradual da confiança econômica no país.
Panorama político e econômico
A melhora na percepção econômica ocorre em um contexto de ajustes fiscais e medidas anunciadas pelo governo federal, como a reforma tributária e a ampliação de programas sociais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem defendido a consolidação fiscal como pilar para a retomada do crescimento. A pesquisa Datafolha captura um momento em que a inflação dá sinais de arrefecimento e o mercado de trabalho apresenta leve recuperação, fatores que podem ter influenciado a redução do pessimismo. Especialistas apontam que a queda na taxa de desemprego e o aumento do poder de compra das famílias de baixa renda contribuem para o otimismo, mas alertam para desafios como a dívida pública e a instabilidade internacional.
O levantamento também insere-se no calendário eleitoral de 2026, com as eleições presidenciais se aproximando. A percepção econômica é um termômetro importante para o governo e para os partidos de oposição, que buscam capitalizar ou criticar os resultados. A redução de 9 pontos percentuais no pessimismo pode ser interpretada como um sinal de que as políticas econômicas estão começando a gerar efeitos positivos na opinião pública, embora a margem de erro e a amostra limitada exijam cautela na análise. O Datafolha, um dos institutos mais tradicionais do país, reforça a tendência de estabilização das expectativas, com a maioria dos brasileiros (68%) dividida entre otimismo e neutralidade.
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