No Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro supera Lula em simulação de segundo turno, aponta pesquisa Real Time Big Data

Pesquisa do instituto Real Time Big Data, registrada na Justiça Eleitoral, aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para a Presidência da República no estado do Rio Grande do Sul. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (26), mostra o parlamentar com 44% das intenções de voto contra 41% do atual chefe do Executivo, dentro da margem de erro de três pontos percentuais. O resultado gaúcho contrasta com as pesquisas nacionais mais recentes, que indicam vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, e acirra o debate sobre a sucessão presidencial de 2026.

O levantamento do Real Time Big Data ouviu 1.500 eleitores gaúchos entre os dias 23 e 24 de junho de 2026, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01234/2026. O instituto também testou outros cenários, incluindo a simulação de primeiro turno com múltiplos candidatos, mas o destaque ficou para o confronto direto entre o senador e o presidente, que concentra as atenções do eleitorado gaúcho.

Panorama político e impacto regional

O resultado no Rio Grande do Sul, tradicionalmente um estado de disputa acirrada entre petistas e bolsonaristas, ganha relevância em um momento de instabilidade política nacional. Enquanto pesquisas nacionais, como as do Datafolha e do Ipec, mostram Lula à frente de Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno, a vantagem do senador no estado gaúcho sinaliza uma fragmentação do eleitorado e a força do bolsonarismo em regiões específicas. O levantamento do Real Time Big Data reforça a tese de que a eleição de 2026 será decidida nos detalhes, com cada estado apresentando dinâmicas próprias.

A pesquisa também ocorre em meio a controvérsias judiciais envolvendo pesquisas eleitorais. Recentemente, a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contestou a censura imposta pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), a uma pesquisa que apontava queda de Flávio Bolsonaro após o caso Dark Horse. O Ministério Público Eleitoral (MPE) também se opôs à suspensão de pesquisas eleitorais, defendendo a excepcionalidade na intervenção da Justiça. Esses episódios acirram o debate sobre a liberdade de informação e o papel do Judiciário no processo eleitoral.

O cenário gaúcho, com Flávio Bolsonaro à frente, contrasta com os números nacionais do Datafolha, que revelaram rejeição recorde tanto a Lula quanto ao senador, com 48% e 46% dos eleitores, respectivamente, descartando ambos para 2026. A mesma pesquisa apontava vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, mas aliados do senador viam margem para reversão com campanha e o chamado “efeito Jaques Wagner”. Já o levantamento mais recente do Datafolha mantinha o cenário estável: Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 43% no segundo turno.

O resultado no Rio Grande do Sul, portanto, não apenas reforça a competitividade do senador em um estado-chave, mas também evidencia a complexidade do cenário eleitoral de 2026, onde cada região pode apresentar surpresas. A pesquisa do Real Time Big Data serve como um alerta para o PT e para o PL, indicando que a disputa será acirrada e que os candidatos precisarão de estratégias regionais bem definidas para conquistar o eleitorado.

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