Quatro pessoas foram mortas a facadas na noite de quarta-feira (12) em Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata de Minas Gerais. O autor do ataque, um homem ainda não identificado oficialmente, foi baleado pela Polícia Militar durante a ocorrência e socorrido em estado grave. O caso, que chocou a pequena cidade de cerca de 40 mil habitantes, ocorreu em uma residência no bairro Nossa Senhora das Graças, onde as vítimas estavam reunidas.
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, os agentes foram acionados por volta das 21h para atender a uma denúncia de violência doméstica. Ao chegar ao local, encontraram o suspeito ainda armado com uma faca, que teria atacado os moradores. As vítimas — três mulheres e um homem, com idades entre 25 e 60 anos — morreram no local antes da chegada do socorro. O autor, ao perceber a presença policial, tentou fugir, mas foi interceptado e baleado após não obedecer às ordens de rendição, conforme a versão oficial da corporação.
Detalhes do ataque e investigação
Testemunhas relataram à polícia que o ataque começou após uma discussão familiar. O suspeito, que seria parente de algumas das vítimas, teria utilizado uma faca de cozinha para cometer os assassinatos. A Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito para apurar as circunstâncias do crime, incluindo a motivação e a dinâmica dos fatos. O autor, que foi encaminhado ao Hospital São João Batista em Viçosa, permanece sob custódia policial. Até o momento, não há informações sobre seu estado de saúde ou se ele possui antecedentes criminais.
Panorama político e social
O ataque em Visconde do Rio Branco ocorre em um contexto de aumento da violência doméstica e familiar em Minas Gerais. Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública indicam que, em 2024, o estado registrou mais de 30 mil ocorrências de violência doméstica, com um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. O caso reacende o debate sobre a efetividade das políticas de prevenção e o papel das forças de segurança em situações de crise. Especialistas ouvidos pelo Portal República do Povo destacam a necessidade de ampliar o acesso a serviços de apoio psicológico e de mediação de conflitos, especialmente em cidades do interior, onde a rede de proteção é mais frágil.
O prefeito de Visconde do Rio Branco, João Paulo de Oliveira, decretou luto oficial de três dias e afirmou que a prefeitura está prestando assistência às famílias das vítimas. “É uma tragédia que nos enche de tristeza e nos faz refletir sobre a violência que ainda persiste em nossa sociedade”, declarou. A Câmara Municipal também se manifestou, convocando uma sessão extraordinária para discutir medidas de segurança e apoio às vítimas. O caso, que ganhou repercussão nacional, deve ser acompanhado por organizações de direitos humanos, que pedem uma investigação transparente e a responsabilização do autor.
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