Veterinária ateia fogo no marido por suspeita de traição e alega que queria apenas ‘assustá-lo’

Uma veterinária foi presa em flagrante após atear fogo no próprio marido, um servidor federal, sob a justificativa de que queria apenas “assustá-lo” por suspeitar de uma traição. O crime ocorreu na residência do casal, em uma cidade do interior, e deixou a vítima com queimaduras em 80% do corpo, internada em estado grave em uma unidade de terapia intensiva. A suspeita, que não teve o nome divulgado, confessou à polícia que agiu por ciúmes, mas negou a intenção de matar.

De acordo com o boletim de ocorrência, a veterinária teria usado um líquido inflamável para incendiar o marido enquanto ele dormia. O servidor federal, que trabalha em um órgão público da região, foi socorrido por vizinhos após ouvir os gritos de socorro. Ele foi levado às pressas para o hospital local, onde permanece em estado grave, com risco de morte. A polícia foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a mulher em estado de choque, mas ela logo confessou o ato.

Detalhes do crime e da investigação

Durante o depoimento, a veterinária afirmou que suspeitava de uma traição do marido e que a intenção era apenas “assustá-lo” para que ele confessasse. No entanto, a gravidade das queimaduras indica que a ação foi extremamente violenta. A polícia apreendeu o líquido inflamável e outros objetos que podem ter sido usados no crime. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil local, que deve ouvir testemunhas e analisar as circunstâncias do ocorrido.

Panorama político e social

O caso reacende o debate sobre violência doméstica e crimes passionais no Brasil, que registrou mais de 1.400 feminicídios em 2025, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Embora a maioria das vítimas seja mulher, homens também sofrem violência em relações conjugais, muitas vezes subnotificada. Especialistas apontam que o ciúme e a suspeita de traição são motivações frequentes em crimes violentos, mas que a resposta judicial precisa ser rigorosa para coibir esses atos. A prisão em flagrante da veterinária foi mantida pela Justiça, que aguarda a conclusão do inquérito para decidir sobre a prisão preventiva.

A vítima, cujo nome não foi divulgado, segue internada em estado grave, e familiares pedem justiça. O caso também levanta questionamentos sobre a saúde mental da suspeita, que pode passar por avaliação psiquiátrica. A sociedade civil e organizações de direitos humanos acompanham o desenrolar do processo, que deve servir como exemplo para coibir a violência em relações conjugais, independentemente do gênero da vítima.

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