O ex-ministro Fernando Haddad anunciou que tomará até esta quinta-feira (25) a decisão sobre quem será seu candidato a vice-governador na chapa que lidera em São Paulo, com a escolha restrita a três ex-auxiliares do presidente Lula: Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) ou Márcio França (PSB). A declaração foi feita na noite desta terça-feira (24), conforme apurou a reportagem do portal Republica do Povo com base em informações da Folha de S.Paulo.
A definição do nome para a vice-governança ocorre em um momento de intensas negociações políticas no estado, onde Haddad busca consolidar uma frente ampla para enfrentar o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição. A escolha entre os três nomes reflete a necessidade de equilibrar forças dentro da base aliada do governo Lula, que inclui desde setores mais progressistas até alas do centro político.
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e figura histórica da Rede Sustentabilidade, representa uma ala ambientalista e de esquerda, com forte apelo entre eleitores jovens e urbanos. Já Simone Tebet, senadora e ex-ministra do Planejamento, é vista como uma ponte com o centro político, tendo sido candidata à Presidência em 2022 pelo MDB. Márcio França, ex-governador de São Paulo e atual ministro do Empreendedorismo, traz experiência administrativa e capilaridade no interior do estado.
A decisão de Haddad ocorre em meio a um cenário político nacional marcado pela polarização entre o governo Lula e a oposição liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Em São Paulo, a disputa é considerada uma das mais estratégicas para 2026, pois o estado concentra o maior colégio eleitoral do país e pode influenciar o resultado da eleição presidencial. A escolha do vice também terá impacto direto nas alianças partidárias, especialmente com o PSB e a Rede, que já sinalizaram apoio à candidatura de Haddad.
Fontes próximas ao pré-candidato indicam que a decisão levará em conta não apenas o perfil de cada nome, mas também a capacidade de agregar votos em regiões-chave, como a Grande São Paulo e o interior. A expectativa é que o anúncio oficial ocorra ainda nesta quinta-feira, após reuniões com líderes partidários e com o próprio presidente Lula, que tem acompanhado de perto as articulações.
O prazo apertado para a definição reflete a urgência em consolidar a chapa e iniciar a campanha eleitoral, que já começa a ganhar contornos mais definidos com a aproximação do período de convenções partidárias. A escolha de Haddad será acompanhada de perto por analistas políticos, que veem na composição da chapa um termômetro para as alianças nacionais em 2026.
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