O governo federal libera nesta quinta-feira (25) o sexto lote de pagamentos das cotas do antigo fundo PIS/Pasep, destinado a trabalhadores e servidores públicos que mantiveram vínculo empregatício formal entre 1971 e 1988 e ainda não sacaram os valores. O benefício é concedido àqueles que solicitaram o ressarcimento até 31 de maio, conforme cronograma estabelecido pelo Ministério da Fazenda. O montante a ser recebido varia de acordo com o tempo de serviço e o salário da época, podendo alcançar cifras significativas para quem trabalhou por longos períodos.
O fundo PIS/Pasep foi criado para integrar trabalhadores do setor privado e servidores públicos ao sistema de participação nos lucros das empresas e órgãos públicos. Após décadas de contribuições, muitos brasileiros deixaram de sacar os valores devidos, que agora estão sendo resgatados por meio de lotes periódicos. O sexto lote abrange pedidos feitos até 31 de maio, e os pagamentos são realizados diretamente nas contas bancárias indicadas pelos beneficiários ou por meio de agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
Para ter direito ao saque, o trabalhador precisa comprovar vínculo empregatício formal entre 1971 e 1988, seja na iniciativa privada (PIS) ou no serviço público (Pasep). O valor exato é calculado com base no tempo de contribuição e na média salarial do período, seguindo regras estabelecidas pelo Conselho Curador do Fundo. A liberação dos recursos ocorre em meio a um cenário de recuperação econômica, onde o governo busca injetar liquidez na economia e reduzir o passivo de valores não reclamados.
Panorama político e econômico
A liberação dos valores esquecidos do PIS/Pasep insere-se em um contexto mais amplo de políticas de transferência de renda e estímulo ao consumo. O governo federal, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem priorizado a regularização de pendências financeiras históricas, como forma de aliviar o orçamento das famílias e aquecer setores como comércio e serviços. A medida também reflete um esforço de transparência e modernização dos sistemas de pagamento, com a criação de canais digitais de consulta e saque.
Especialistas apontam que o montante total a ser distribuído pode ultrapassar R$ 25 bilhões, beneficiando milhões de brasileiros. No entanto, críticos alertam para a lentidão no processo e a falta de divulgação ampla, que deixa muitos trabalhadores sem informação sobre o direito. A oposição no Congresso tem cobrado maior agilidade e a criação de um cadastro único para evitar fraudes e duplicidade de pagamentos.
Para receber o dinheiro, o trabalhador deve acessar o site oficial do fundo ou comparecer a uma agência bancária com documentos pessoais e comprovante de vínculo empregatício. O prazo para solicitação do ressarcimento encerrou em 31 de maio, mas novos lotes devem ser abertos nos próximos meses, conforme a demanda. A recomendação é que os beneficiários fiquem atentos aos canais oficiais e evitem intermediários não autorizados.
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