O Brasil registrou queda histórica no analfabetismo, mas Alagoas ainda carrega o peso de ser um dos estados com os piores indicadores. Dados recentes do IBGE mostram que a taxa nacional caiu para 5,6%, enquanto em Alagoas o índice ainda gira em torno de 14%, quase o triplo da média do país.
Para o governador Paulo Dantas, os números reforçam a necessidade de manter programas como o ‘Alfabetiza Alagoas’, que já beneficiou milhares de jovens e adultos. “Não podemos relaxar. Cada ponto percentual reduzido significa mais cidadãos com dignidade e oportunidades”, afirmou o gestor, em tom de alerta.
A oposição, no entanto, ironiza o discurso. O deputado estadual Rodrigo Cunha (Podemos) lembra que Alagoas lidera rankings negativos há décadas. “Não adianta comemorar migalhas. Precisamos de um choque de gestão na educação básica”, disparou.
Especialistas apontam que a queda nacional é reflexo de políticas como o Bolsa Família e a ampliação do acesso à escola, mas alertam que a pandemia agravou defasagens. Em Alagoas, o desafio é ainda maior: 1 em cada 7 adultos não sabe ler ou escrever.
O próximo passo, segundo o secretário de Educação, Marcius Beltrão, é focar na alfabetização de idosos e comunidades rurais, onde o índice é mais crítico. A meta é reduzir a taxa para 10% até 2026, mas o calendário eleitoral pode atrapalhar a continuidade dos programas.
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