Crise familiar e rejeição elevada inviabilizam pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, avalia pré-candidato do Missão

O pré-candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quinta-feira (25) que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem alta rejeição e será um candidato “derrotado” caso dispute as eleições deste ano, citando ainda a crise entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como fator que inviabiliza a candidatura. Durante evento em Brasília organizado pelo The Brazilian Report e pela Novo Selo Comunicação, Renan classificou a situação como “briga palaciana ridícula”, comparando-a a “confusões familiares de novela”.

Levantamento Datafolha divulgado em maio, após a revelação de diálogos entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mostrou o senador com rejeição de 46% dos entrevistados. Michelle Bolsonaro nega a briga com Flávio e afirma que trabalharão juntos, mas Renan Santos considera que a crise expõe fragilidades na liderança do pré-candidato. “Parece aquelas confusões familiares de novela, fofoca, briga palaciana ridícula”, avaliou Renan.

Críticas a vídeos com inteligência artificial e à falta de unidade

O pré-candidato do Missão também criticou vídeos feitos com inteligência artificial publicados recentemente por Flávio Bolsonaro, nos quais o filho de Jair Bolsonaro aparece atirando contra facções criminosas. “Aí fica o Flávio fazendo vídeos ridículos com inteligência artificial, jogando bomba no Comando Vermelho, mas está tomando bomba da mulher do pai”, disse Renan, referindo-se à crise com Michelle. Para ele, Flávio não consegue liderar a própria família e não teria condições de unificar o eleitorado e comandar o Palácio do Planalto.

Renan Santos afirmou ter condições de conquistar os votos de eleitores de direita insatisfeitos com a pré-candidatura de Flávio. Ele disse acreditar que, se conseguir ultrapassar os 10% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais, terá os votos dessa parcela do eleitorado como alternativa contra um quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para Renan, sua candidatura representa “a última esperança” e “a última frente de resistência” para impedir a reeleição do petista.

Pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (20) mostrou Renan Santos com 3% das intenções de voto no primeiro turno entre os eleitores entrevistados. Questionado sobre a 9ª fase da Operação Compliance Zero na última semana, que envolveu o senador Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado, Renan afirmou que a situação não muda o cenário eleitoral. “O Lula tem uma fadiga de material. Ele preparou uma eleição onde enfrentaria um Bolsonaro no segundo turno. Contra o Bolsonaro ele pode vencer. Não sendo o Bolsonaro, ele não vence”, avaliou. “E, só para complementar, fui ao Nordeste, fui às regiões lulistas. Estou retirando eleitores do Lula na região onde ele é majoritário. Isso vai me ajudar muito no segundo turno”, acrescentou. Em outro momento, Renan Santos também fez críticas ao Bolsa Família e defendeu mudanças no programa de assistência social.

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