Senado em 2026: Flávio Bolsonaro lidera ranking de ausências em votações nominais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, deixou de registrar voto em 43% das deliberações nominais do Senado neste ano, segundo levantamento da Folha nos registros oficiais da Casa. O índice coloca o parlamentar como o quinto mais ausente, empatado com outros quatro senadores, entre as 49 matérias analisadas até o dia 22 de junho de 2026.

O levantamento, baseado em dados abertos do Senado, mostra que Flávio Bolsonaro faltou a 21 das 49 votações nominais realizadas no primeiro semestre. O percentual de ausências supera a média geral da Casa, que gira em torno de 15% a 20% para os demais parlamentares. A ausência do senador ocorre em um momento de intensa atividade legislativa, com pautas econômicas e sociais em discussão, como a reforma tributária e o novo marco fiscal.

O desempenho de Flávio Bolsonaro contrasta com o de outros pré-candidatos ao Planalto, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que registrou presença em 92% das votações, e a senadora Simone Tebet (MDB-MS), com 88% de comparecimento. A ausência reiterada levanta questionamentos sobre o compromisso do parlamentar com as funções legislativas, especialmente em um ano eleitoral.

Panorama político e impacto

O cenário de ausências no Senado não é isolado. Em 2026, a Casa registra um aumento médio de 10% nas faltas em relação ao ano anterior, reflexo da corrida eleitoral e da polarização política. Parlamentares de diferentes partidos, como PL, PT e PSDB, têm priorizado campanhas regionais e nacionais em detrimento das votações. No caso de Flávio Bolsonaro, a ausência de 43% ocorre em meio à sua pré-campanha presidencial, que inclui viagens e eventos pelo país.

O levantamento da Folha também aponta que, entre os senadores que mais faltaram, estão nomes como Marcos do Val (Podemos-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE), ambos com 41% de ausências. A lista é liderada por Jorge Kajuru (PSB-GO), com 47% de faltas. A situação acendeu alertas entre lideranças partidárias, que cobram maior presença para garantir quórum e aprovação de projetos prioritários.

Especialistas em ciência política ouvidos pela reportagem destacam que o alto índice de ausências pode comprometer a imagem de Flávio Bolsonaro como candidato, especialmente diante de um eleitorado que valoriza a atuação parlamentar. “A ausência em votações nominais é um indicador de desempenho legislativo que pode ser usado por adversários para questionar a dedicação ao cargo”, afirma o cientista político Carlos Melo, do Insper.

A assessoria do senador Flávio Bolsonaro foi procurada pela Folha, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem. O PL-RJ, partido do parlamentar, também não comentou o levantamento. A Casa deve retomar as votações em agosto, após o recesso de julho, com a expectativa de que o índice de presença melhore.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *