O arquiteto e professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Dílson Ferreira, é o convidado do programa “Contextualizando” desta terça-feira, 8 de outubro de 2025, às 8h30, na TV Pajuçara, para discutir a questão urbana de Maceió. A entrevista, que será transmitida ao vivo, aborda os principais desafios enfrentados pela capital alagoana, como a ocupação desordenada do solo, a precariedade da infraestrutura básica, os riscos ambientais em áreas de encostas e manguezais, e a falta de mobilidade urbana eficiente. O debate ocorre em um momento em que a cidade vive um crescimento populacional acelerado, sem o devido planejamento, agravando problemas históricos de desigualdade social e acesso a serviços públicos.
A participação de Dílson Ferreira no programa reflete a crescente preocupação de especialistas e da sociedade civil com o modelo de desenvolvimento urbano de Maceió. O arquiteto, que é referência em estudos sobre planejamento urbano e habitação, deve destacar a necessidade de políticas públicas integradas que priorizem a regularização fundiária, a construção de moradias populares em áreas seguras e a ampliação de redes de saneamento e transporte. A discussão ganha ainda mais relevância diante de eventos recentes, como os deslizamentos de terra em bairros periféricos durante o período chuvoso, que expõem a vulnerabilidade de milhares de famílias que vivem em áreas de risco.
Panorama Político e Urbano
O debate sobre a questão urbana de Maceió insere-se em um contexto político mais amplo, marcado por disputas entre os poderes executivo municipal e estadual sobre responsabilidades e recursos para obras de infraestrutura. Enquanto a prefeitura enfrenta denúncias de irregularidades em licitações e contratos, o governo estadual anuncia investimentos em programas de habitação e saneamento, mas a execução enfrenta entraves burocráticos e fiscais. A situação é agravada pela crise econômica que reduz a arrecadação e limita a capacidade de investimento público. Organizações da sociedade civil, como movimentos de moradia e conselhos de arquitetura, têm cobrado maior transparência e participação popular nas decisões sobre o uso do solo e o planejamento urbano.
Além disso, a questão ambiental se entrelaça com a urbana, especialmente após o desastre da mineração da Braskem, que afetou bairros inteiros e gerou um passivo de reassentamento e recuperação de áreas degradadas. O arquiteto Dílson Ferreira deve abordar a necessidade de um plano diretor participativo e atualizado, que considere as mudanças climáticas e os riscos geológicos, além de garantir o direito à cidade para todos os maceioenses. O programa “Contextualizando” promete ser um espaço para aprofundar essas questões, com a participação de telespectadores por meio de redes sociais e telefone.
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