Reconstrução institucional no Espírito Santo: um exemplo de superação e cooperação

O Brasil costuma olhar para suas crises institucionais como se fossem permanentes, mas a experiência recente do Espírito Santo mostra algo diferente: instituições podem ser reconstruídas quando há liderança política, disciplina fiscal e cooperação entre Estado e sociedade. A análise é da colunista Ana Paula Vescovi, em artigo publicado na Folha de S.Paulo no último sábado (27 de junho de 2026).

O caso capixaba ganha relevância em um momento em que o país enfrenta desgastes em diversas esferas de poder, com questionamentos sobre a capacidade de governança e a eficácia das políticas públicas. Diferentemente de narrativas de paralisia, o Espírito Santo conseguiu reverter um quadro de fragilidade institucional por meio de uma combinação de gestão fiscal responsável e diálogo permanente entre os poderes e a sociedade civil.

Segundo Vescovi, a reconstrução não ocorreu por acaso. Ela foi resultado de um esforço coordenado que envolveu desde o ajuste das contas públicas até a modernização da máquina estatal, passando por parcerias com o setor privado e organizações não governamentais. A disciplina fiscal, apontada como pilar central, permitiu ao estado recuperar a capacidade de investimento e retomar projetos estratégicos nas áreas de infraestrutura, educação e saúde.

Panorama político e institucional

Em um cenário nacional marcado por polarização e desconfiança nas instituições, a trajetória do Espírito Santo oferece uma lição prática: a superação de crises exige mais do que discursos; demanda ações concretas e continuidade de políticas de Estado, independentemente de alternâncias partidárias. A experiência capixaba demonstra que, quando há vontade política e compromisso com o interesse público, é possível restaurar a credibilidade das instituições e promover o desenvolvimento sustentável.

O artigo de Ana Paula Vescovi, disponível na íntegra no site da Folha, reforça que o exemplo do Espírito Santo não deve ser visto como exceção, mas como modelo a ser estudado e replicado em outras unidades da federação. A mensagem central é clara: instituições não são imutáveis; elas podem ser reconstruídas quando a liderança política, a disciplina fiscal e a cooperação entre Estado e sociedade se alinham em torno de um projeto comum.

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