O Partido Social Democrático (PSD) deve oficializar, nesta quarta-feira (1º), em Brasília, a formação de uma chapa puro-sangue para a Presidência da República, com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice na chapa do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado. A decisão foi selada em reunião entre os dois na terça-feira (30), após intensas negociações internas que evitaram alianças com outras siglas, mas atenderam ao clamor de integrantes fundadores do PSD, que defendiam a presença de Kassab na vice para equilibrar a chapa, já que Caiado migrou do União Brasil há menos de seis meses.
O anúncio, previsto para quarta-feira, encerra um período de especulações sobre a composição da chapa. O partido vinha negociando com outras legendas para evitar uma candidatura com presidente e vice do mesmo partido, estratégia que poderia limitar o tempo de TV e a capilaridade eleitoral. No entanto, a pressão de alas históricas do PSD, que enxergam em Kassab um nome consolidado e com trânsito político, prevaleceu. A decisão ocorre em um momento em que Caiado luta para subir nas pesquisas de intenção de voto, onde marca cerca de 3%, e busca se viabilizar como uma terceira via, sem ataques diretos ao senador Flávio Bolsonaro (PL), mas tentando agregar apoios de setores insatisfeitos com a candidatura do parlamentar.
A chapa puro-sangue, embora incomum para o PSD, que historicamente preferia alianças amplas, reflete a estratégia de consolidar o partido como protagonista no cenário nacional. A presença de Kassab, que também é presidente do partido, pode trazer maior coesão interna e recursos partidários, mas também levanta questionamentos sobre a capacidade de atrair eleitores de outras correntes políticas. O ex-governador de Goiás, que entrou no PSD em 2025, busca agora superar o baixo desempenho nas pesquisas, onde aparece atrás de nomes como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dependendo do cenário.
O anúncio ocorre a um mês das convenções partidárias, período em que os presidenciáveis negociam vices para reduzir resistências do eleitorado e maximizar o tempo de propaganda eleitoral gratuita. A chapa Caiado-Kassab terá o desafio de se destacar em um campo polarizado, onde a terceira via enfrenta dificuldades históricas de viabilidade. A expectativa é que a oficialização traga mais clareza sobre as alianças regionais e o programa de governo, que deve focar em gestão fiscal e desenvolvimento econômico, temas caros ao PSD.
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