Trabalhadores do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), na capital paulista, denunciam falta de segurança e riscos à saúde de pacientes e empregados por obras feitas sem as proteções necessárias, conforme revelou o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep). Entre as situações críticas apontadas está o isolamento de áreas críticas apenas com plástico preto e fita crepe, medida que compromete a biossegurança e expõe todos os frequentadores do hospital a possíveis contaminações e acidentes.
Segundo o sindicato, a segurança e o gerenciamento de riscos ocupacionais não estão sendo considerados em nove intervenções feitas no HSPM, que incluem reformas em setores como centro cirúrgico, enfermarias e áreas de circulação. A denúncia ganha relevância em um contexto nacional de fragilidade na fiscalização de obras públicas, especialmente em unidades de saúde, onde a exposição a agentes biológicos e materiais perfurocortantes exige protocolos rigorosos. A situação reflete um padrão preocupante de precarização na infraestrutura hospitalar brasileira, que já foi alvo de investigações em outros estados, como a recente operação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro desviado da área de saúde do Rio de Janeiro.
O caso também ecoa a insatisfação de categorias profissionais que enfrentam condições inadequadas de trabalho, como os rodoviários do Rio de Janeiro, que recentemente tiveram audiência de conciliação na Justiça do Trabalho. No HSPM, a falta de medidas de proteção coloca em risco não apenas os funcionários, mas também os pacientes, muitos dos quais já estão em situação de vulnerabilidade. A denúncia do Sindsep levanta questionamentos sobre a responsabilidade das gestões municipais e a eficácia dos órgãos de fiscalização, como a Vigilância Sanitária e o Ministério Público do Trabalho, que ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso.
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