A deputada estadual Eudócia Calheiros (PL) jogou uma bomba no cenário político alagoano ao associar o nome dos Calheiros a um suposto esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis. Em declaração contundente, a parlamentar afirmou que há indícios de envolvimento do clã com a facção criminosa paulista, levantando suspeitas sobre negócios no setor.
Eudócia, que é aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro, não apresentou provas concretas, mas ironizou a força política da família: “Os Calheiros têm mão longa, mas agora o negócio é com o crime organizado”. A fala ocorre em meio a disputas internas na base governista e acirra a rivalidade com o senador Renan Calheiros (MDB) e o ministro dos Transportes, Renan Filho.
A acusação ganhou repercussão nas redes sociais e entre analistas políticos, que veem a movimentação como tentativa de desgastar o grupo hegemônico em Alagoas. O mercado de combustíveis, alvo frequente de investigações por sonegação e adulteração, agora entra no radar de suspeitas de conexão com facções.
Até o momento, nem Renan Calheiros nem Renan Filho se pronunciaram oficialmente. A expectativa é que a oposição use o episódio para pressionar por uma CPI ou investigação na Assembleia Legislativa, enquanto Eudócia promete detalhar as denúncias nos próximos dias.
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