O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) declarou apoio formal a ACM Neto (União Brasil) na disputa pelo governo da Bahia, durante evento do Partido Novo em Salvador, nesta quarta-feira (1º). A manifestação ocorre em meio à campanha eleitoral de 2026, na qual o PT busca manter o controle do estado baiano, que governa há 20 anos, enquanto Zema amplia sua estratégia de oposição nacional ao partido.
“O Novo já declarou apoio a ele”, afirmou Zema, referindo-se a ACM Neto. “Quem estiver contra o PT tem o meu apoio, porque o PT destruiu, detonou Minas Gerais, e virou missão minha evitar que o PT assuma o governo em qualquer lugar do Brasil, porque aonde o PT chega, coloca a mão, as coisas andam para trás.” A declaração reflete a postura do ex-governador mineiro, que busca se consolidar como alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro, mas mantém críticas incisivas ao partido governista.
Panorama político e impacto regional
A Bahia, sob gestão petista desde 2006, enfrenta agora uma disputa acirrada. O atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) concorre à reeleição, enquanto ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do União Brasil, tenta romper a hegemonia. Zema, que foi eleito duas vezes governador de Minas Gerais, avalia que o estado mineiro já reflete uma mudança no perfil do eleitorado e torce para que o cenário nacional siga o mesmo caminho.
“Está todo mundo correndo [em Minas], está até cômico. Rodrigo Pacheco já correu, falou: ‘eu é que não vou’. Está assim… uma caça por um candidato pra carregar a bandeira do PT e ninguém quer. A diferença de governo entre o deles e o nosso ficou tão discrepante, que ninguém está se arriscando”, ironizou Zema, referindo-se ao senador Rodrigo Pacheco (PSB), que recusou candidatura ao governo estadual. “Lá, nós, Partido Novo, literalmente podemos dizer: ‘nós matamos a esquerda’”, debochou.
Posições e críticas no evento
Durante o encontro com apoiadores e correligionários, Zema também defendeu a equiparação de facções criminosas a organizações territoriais e minimizou pesquisas eleitorais, sinalizando uma estratégia de campanha focada em segurança pública e discurso antipetista. O ex-governador deve permanecer em Salvador na quinta-feira (2) para acompanhar o desfile do 2 de Julho, feriado estadual que celebra a Independência do Brasil na Bahia.
A aliança entre Zema e ACM Neto insere-se em um contexto mais amplo de articulações oposicionistas para 2026, que incluem desde críticas à gestão federal até movimentações regionais. Enquanto isso, o PT busca consolidar sua base no Nordeste, onde a Bahia é um reduto histórico, e enfrenta desafios internos, como a pressão por transparência e investigações sobre a atuação de lideranças no Senado.
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