Um homem suspeito de participar da tentativa de homicídio contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos — irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 — morreu após um confronto com a Polícia Militar na manhã desta quarta-feira (1º), na região de Guaianases, Zona Leste de São Paulo. O atentado, ocorrido no último sábado (27) em São Caetano do Sul, foi planejado por quatro meses, segundo a Polícia Civil, que já identificou um dos suspeitos de efetuar os disparos e apura a participação de outros envolvidos.
De acordo com a PM, equipes foram até o local após receberem uma denúncia sobre a suposta participação do indivíduo no crime contra o oficial. Durante a averiguação, o homem confrontou os policiais e foi atingido. Ele chegou a ser socorrido e levado a uma unidade de saúde local, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A ocorrência foi apresentada no 68º Distrito Policial para o devido registro. A eventual participação do homem no atentado contra o oficial da PM será objeto de investigação por parte da polícia judiciária. O g1 SP entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública e aguarda retorno.
Planejamento de quatro meses e monitoramento da vítima
O atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no último sábado (27), em São Caetano do Sul, foi planejado durante quatro meses, segundo a Polícia Civil. A investigação aponta que os criminosos monitoraram a rotina do policial desde fevereiro e já identificou um dos suspeitos de participar dos disparos. Imagens do sistema de monitoramento de São Caetano do Sul mostram um carro branco, utilizado na logística da fuga dos atiradores, circulando desde fevereiro por endereços ligados ao tenente. O veículo foi encontrado na noite de terça-feira (1º) em um estacionamento no bairro de Guaianases, na Zona Leste de São Paulo.
O carro foi apreendido e encaminhado para perícia no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso. A proprietária do estacionamento prestou depoimento aos investigadores. A investigação também identificou que a motocicleta usada pelos atiradores havia sido roubada em março, na Cidade Dutra, na Zona Sul da capital paulista. Antes do ataque, segundo a polícia, os criminosos instalaram na moto uma placa clonada de São João de Meriti, no Rio de Janeiro.
Tenente da Rota continua internado em estado grave
O tenente Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008. Desde o ataque, ele permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo, onde foi submetido a uma cirurgia na cabeça. A esposa do tenente afirmou em nota: ‘Seguimos esperançosos com as pequenas melhoras do seu quadro’. O caso, que chocou a região do ABC paulista, reacende o debate sobre a segurança de policiais militares e a atuação de facções criminosas, como o PCC, que já foi apontado como possível mandante do atentado em investigações anteriores.
O panorama político e social do estado de São Paulo é marcado por tensões entre as forças de segurança e o crime organizado. A tentativa de homicídio contra um tenente da Rota, unidade de elite da PM, ocorre em um contexto de aumento de ataques a policiais e de operações de combate ao tráfico e ao roubo de veículos. A investigação do DHPP, que já conta com imagens de monitoramento e depoimentos, busca esclarecer a motivação do crime e a eventual participação de outros suspeitos, incluindo aquele que morreu no confronto desta quarta-feira. A sociedade aguarda respostas sobre a segurança dos agentes públicos e a eficácia das medidas de prevenção a crimes violentos.
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