Operação Fio de Ariadne: PCAL cumpre 26 mandados contra fraudes de R$ 1,5 milhão em AL

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deflagrou na manhã desta quarta-feira (26) a Operação Fio de Ariadne, cumprindo 26 mandados de busca e apreensão e de prisão contra uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o grupo causou um prejuízo estimado de R$ 1,5 milhão a instituições financeiras e vítimas em Maceió e Rio Largo, em Alagoas. A ação mobilizou mais de 100 policiais civis e contou com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e da Diretoria de Inteligência Policial (DIP).

De acordo com a Delegacia de Crimes Cibernéticos da PCAL, a organização utilizava técnicas sofisticadas de engenharia social e phishing para obter dados bancários de clientes de bancos públicos e privados. Com as informações, os criminosos realizavam transferências não autorizadas, abriam contas fraudulentas e movimentavam os valores por meio de uma rede de laranjas. A lavagem de dinheiro era feita por meio da compra de veículos, imóveis e criptomoedas, além de depósitos fracionados em contas de terceiros.

Panorama político e social

A operação ocorre em um contexto de aumento de crimes cibernéticos em todo o país, que, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, registraram alta de 65% nos últimos dois anos. Em Alagoas, o governo estadual tem reforçado o investimento em inteligência policial e na capacitação de delegacias especializadas, como a de Crimes Cibernéticos, criada em 2022. A ação desta quarta-feira é a maior já realizada pela PCAL no combate a fraudes eletrônicas, superando a Operação Fio de Ariadne anterior, que em 2023 cumpriu 18 mandados contra um esquema semelhante.

O secretário de Segurança Pública de Alagoas, Flávio Saraiva, destacou que a operação é resultado de um trabalho integrado entre as polícias Civil e Militar, além do Ministério Público Estadual. “Estamos mostrando que o crime cibernético não ficará impune. A tecnologia é uma aliada, mas também exige que nossas forças de segurança estejam atualizadas e preparadas para proteger a população”, afirmou Saraiva em coletiva de imprensa.

Entre os alvos da operação estão suspeitos de integrar uma célula do grupo que atuava em Maceió e Rio Largo, com ramificações em outros estados, como Pernambuco e São Paulo. A PCAL não descarta novas fases da operação, que já resultou na apreensão de dezenas de aparelhos celulares, computadores, documentos falsos e veículos de luxo. Os presos serão indiciados por associação criminosa, furto qualificado mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

A população pode contribuir com denúncias anônimas por meio do Disque-Denúncia 181 ou diretamente na Delegacia de Crimes Cibernéticos, em Maceió. A PCAL reforça a importância de não compartilhar senhas ou dados bancários por telefone ou e-mail, e de manter softwares de segurança atualizados.

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