A Prefeitura de Maceió deu mais um passo no enfrentamento do déficit habitacional ao entregar 300 certificados do programa Minha Casa é Massa, iniciativa que prevê beneficiar 10 mil famílias com subsídio de até R$ 20 mil cada. A primeira etapa do programa já contempla 2,5 mil pessoas, ampliando o acesso à casa própria na capital alagoana. O evento ocorreu em solenidade no bairro do Benedito Bentes, reunindo autoridades municipais, representantes de movimentos sociais e moradores contemplados.
O programa, lançado no início da gestão, tem como meta reduzir o déficit habitacional estimado em 40 mil moradias na cidade. Cada certificado concedido permite que a família beneficiada utilize o subsídio como entrada na compra de imóveis populares, em parceria com construtoras credenciadas. A entrega dos 300 certificados representa a segunda leva de contemplados, após a primeira fase que atendeu 500 famílias em junho deste ano.
Impacto social e econômico
O subsídio de até R$ 20 mil por família, somado a linhas de financiamento da Caixa Econômica Federal e do programa federal Minha Casa, Minha Vida, permite que famílias com renda de até três salários mínimos adquiram imóveis avaliados em até R$ 150 mil. A expectativa da Prefeitura é que o programa injete cerca de R$ 200 milhões na economia local, aquecendo o setor da construção civil e gerando empregos diretos e indiretos.
Dados da Secretaria Municipal de Habitação indicam que 70% dos contemplados na primeira etapa são mulheres chefes de família, muitas delas residentes em áreas de risco ou em situação de aluguel precário. “O programa não apenas entrega um teto, mas devolve dignidade e segurança para quem mais precisa”, afirmou o secretário de Habitação, João Batista, durante a cerimônia.
Panorama político e desafios
A iniciativa integra um conjunto de políticas habitacionais em curso em Alagoas, que inclui a retomada de voos em Penedo e novos investimentos no Litoral Sul, ampliando o ciclo de desenvolvimento no estado. Em Maceió, o programa Minha Casa é Massa se soma a outras ações, como a entrega de praças e equipamentos de saúde, a exemplo do novo CAPS AD III, que reforça o acolhimento em saúde mental.
Apesar dos avanços, especialistas apontam que o déficit habitacional em Maceió ainda é elevado, especialmente nas grotas e áreas periféricas. A Prefeitura planeja expandir o programa para novas regiões nos próximos meses, com a meta de atingir 10 mil certificados até o final de 2026. A transparência na seleção dos beneficiários e a agilidade na liberação dos recursos são apontadas como desafios centrais para o sucesso da iniciativa.
Moradores contemplados, como a dona de casa Maria Aparecida, de 42 anos, comemoram a oportunidade. “Morei a vida inteira de aluguel, em casas pequenas e sem estrutura. Agora, com esse subsídio, vou poder dar entrada no meu próprio apartamento. É um sonho realizado”, disse ela, emocionada. A entrega dos certificados foi acompanhada por representantes de associações de bairro e vereadores, que destacaram a importância de políticas públicas focadas na habitação popular.
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