Um evento com o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) terminou em confusão e troca de agressões nesta quinta-feira (2) na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). A atividade, que reuniu estudantes, docentes e lideranças políticas, foi palco de um confronto direto entre apoiadores do petista e integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo conhecido por sua oposição ao PT e ao governo federal.
De acordo com relatos de testemunhas e imagens que circulam nas redes sociais, a confusão começou quando militantes do MBL tentaram interromper a fala de Haddad com vaias e provocações. A situação escalou rapidamente, resultando em empurrões e socos entre os presentes. A segurança da universidade precisou intervir para separar os grupos, e ao menos duas pessoas foram encaminhadas para a delegacia de Campinas para prestar depoimento. A Unicamp ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido, mas fontes internas indicam que a instituição repudia qualquer forma de violência e que um inquérito administrativo será aberto para apurar os fatos.
Panorama político e contexto eleitoral
O incidente ocorre em um momento de acirramento da disputa política em São Paulo, onde Haddad busca se consolidar como principal nome da esquerda para o governo estadual. O pré-candidato petista tem enfrentado resistência não apenas de grupos como o MBL, mas também de setores do centro e da direita, que veem nele um símbolo da polarização nacional. A confusão na Unicamp reflete o clima tenso que marca a pré-campanha, com episódios de hostilidade se tornando cada vez mais comuns em eventos públicos.
Especialistas ouvidos pelo Republica do Povo apontam que a escalada da violência política é um sintoma da falta de diálogo entre os campos ideológicos e do uso das universidades como palco de disputas simbólicas. A Unicamp, uma das principais instituições de ensino do país, já havia sido palco de protestos e contramanifestações nos últimos meses, mas o episódio desta quinta-feira é um dos mais graves registrados neste ano eleitoral.
O MBL, por sua vez, divulgou nota afirmando que seus integrantes foram agredidos por “militantes petistas radicais” e que o grupo continuará “fiscalizando e denunciando as ações do PT”. Já a campanha de Haddad repudiou a violência e pediu que as autoridades investiguem o caso. Até o momento, nenhum dos envolvidos foi detido, mas a Polícia Civil de Campinas abriu inquérito para apurar as agressões.
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