Feira do Bordado de Ibitinga celebra 50 edições com 150 expositores e projeção de mais de 100 mil visitantes

A tradicional Feira do Bordado de Ibitinga (SP) chega à sua 50ª edição nesta sexta-feira (3), com uma estrutura de 25 mil metros quadrados, 150 expositores e a expectativa de atrair mais de 100 mil pessoas até o dia 12 de julho, consolidando-se como um dos principais eventos de fomento econômico, turístico e cultural do interior paulista. A iniciativa, que começou em 1974 em salas de aula do antigo Colégio Comercial, hoje se desdobra em três pavilhões temáticos, gerando cerca de 2 mil empregos temporários e movimentando toda a cadeia produtiva da região, desde hotéis e restaurantes até postos de combustíveis e supermercados.

De acordo com a organização, a área total de 25 mil metros quadrados abriga três pavilhões principais: o Pavilhão A, dedicado exclusivamente aos tradicionais bordados e enxovais; o Pavilhão B, voltado para comércio em geral e variedades; e o Pavilhão C, que concentra a praça de alimentação, atrações culturais, shows e um parque de diversões completo. Desse total, 14 mil metros quadrados são cobertos e climatizados, garantindo conforto aos visitantes e expositores.

A presidente da Associação Comercial e Industrial de Ibitinga, Janaia Fabri Pasqualini, destacou a relevância histórica do evento: “É uma feira muito relevante no sentido histórico. 50 edições são muito relevantes para a cidade. Nós esperamos mais de 100 mil pessoas ao longo dos dez dias de feira”. A declaração foi feita à reportagem do g1 Bauru e Marília, que acompanha a cobertura do evento.

Impacto econômico e social

Além do faturamento direto gerado nos estandes, a feira amplia a visibilidade das marcas participantes a longo prazo e fortalece relacionamentos comerciais, atraindo compradores atacadistas de diversas regiões do país. A operação do evento também gera um forte impacto social com a criação de empregos temporários: cerca de 2 mil pessoas atuam diretamente nas equipes de montagem, segurança, limpeza, atendimento e serviços de apoio. Fora dos pavilhões, o reflexo atinge o comércio local, hotéis, restaurantes, postos de combustíveis e supermercados, que registram aumento significativo na movimentação durante o período de realização da feira.

Memória e tradição

A primeira edição da Feira do Bordado foi realizada em 1974, entre os dias 31 de agosto e 1º de setembro. Na época, a estrutura ocupava o prédio do antigo Colégio Comercial, localizado no Jardim Centenário, onde atualmente funciona a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ibitinga (Faibi). A iniciativa nasceu de forma tímida, mas com o objetivo claro de divulgar a produção artesanal do município e criar pontes para que os fabricantes de Ibitinga pudessem apresentar suas confecções a consumidores e compradores vindos de fora. O evento, que começou em salas de aula, hoje é um dos maiores do gênero no estado de São Paulo.

A programação especial combina negócios, lazer, gastronomia, cultura e entretenimento, reforçando o papel da feira como motor de desenvolvimento regional. A expectativa é que, ao longo dos dez dias, a cidade de Ibitinga receba milhares de turistas, impulsionando a economia local e consolidando a tradição do bordado como patrimônio cultural e econômico do município.

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