A ideia de estender o Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, para os países do Mercosul enfrenta resistências tanto no campo técnico quanto no político. Especialistas ouvidos apontam que a integração exigiria harmonização de regras financeiras, segurança cibernética e infraestrutura, o que pode levar anos para ser viabilizado.
Enquanto o governo federal defende a medida como forma de facilitar o comércio e o turismo na região, críticos alertam para os riscos de expor o sistema a fraudes e lavagem de dinheiro. O senador Renan Calheiros, por exemplo, já sinalizou que a proposta precisa de um debate mais aprofundado no Congresso antes de avançar.
Do lado técnico, a complexidade é ainda maior: cada país do bloco tem regras próprias de tributação e controle cambial, o que exigiria acordos bilaterais complexos. Além disso, a infraestrutura de internet em algumas regiões do Mercosul ainda é precária, o que pode inviabilizar o uso em larga escala.
Para analistas, o próximo passo deve ser a criação de um grupo de trabalho entre os bancos centrais dos países-membros, mas sem previsão de conclusão. Enquanto isso, o Pix segue como uma ferramenta exclusivamente brasileira, com potencial de expansão limitado por enquanto.
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